Diabetes Mellitus no Contexto Odontológico: Fisiopatologia, Classificação e Manejo Clínico. Parte 1.

Diabetes Mellitus no contexto odontológico entenda a fisiopatologia, classificação e manejo clínico para um atendimento seguro e eficaz na prática odontológica.

Diabetes Mellitus no Contexto Odontológico: Fisiopatologia, Classificação e Manejo Clínico. Parte 1.

O diabetes mellitus representa um dos maiores desafios da saúde pública contemporânea, figurando entre as patologias sistêmicas de maior relevância no contexto do atendimento odontológico. Compreender a fisiopatologia, o diagnóstico e o perfil clínico dos pacientes diabéticos é indispensável para que o cirurgião-dentista realize um atendimento seguro, tecnicamente fundamentado e alinhado às diretrizes vigentes.Dados epidemiológicos recentes indicam que aproximadamente 13% da população brasileira adulta convive com o diagnóstico de diabetes, o que equivale a mais de 26 milhões de indivíduos. O Brasil ocupa o sexto lugar no ranking mundial de prevalência da doença, sem considerar os casos de subdiagnóstico, que podem triplicar esse número dada a característica tardia da detecção clínica. No cenário global, estima-se que 14% da população adulta mundial foi acometida pela doença em 2022. Esses dados reforçam a importância do tema tanto para a prática clínica diária quanto para os concursos públicos na área de saúde.

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Conceito e Definição

Contrariando a percepção simplificada de uma doença única, o diabetes mellitus é definido como um grupo heterogêneo de doenças metabólicas que compartilham uma característica comum: a hiperglicemia crônica, ou seja, o aumento persistente da concentração de glicose no sangue. Esse estado metabólico pode ser desencadeado por múltiplas etiologias, todas convergindo para a mesma manifestação laboratorial e clínica.

Os distúrbios metabólicos envolvidos abrangem alterações no metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas, e estão associados a dois grandes mecanismos fisiopatológicos: o defeito na produção ou secreção de insulina pelas células beta-pancreáticas, e a resistência periférica à ação da insulina. A combinação de ambos os fatores representa a via mais frequente de desenvolvimento da doença.

 

Fisiopatologia

O papel da insulina

A insulina é o hormônio produzido pelas células beta das ilhotas de Langerhans, no pâncreas, sendo responsável pelo transporte da glicose do meio extracelular para o interior das células. As principais células-alvo desse processo são os miócitos (células musculares), os adipócitos e os hepatócitos, onde a glicose é armazenada na forma de glicogênio.

Em contraposição à ação da insulina, o glucagon — também produzido pelo pâncreas — atua na liberação da glicose armazenada nas células para a corrente sanguínea em situações de hipoglicemia. A interação entre insulina e glucagon constitui um sistema de autorregulação essencial para a homeostase glicêmica.

 

Mecanismos de Hiperglicemia

Dois mecanismos principais levam à hiperglicemia crônica:

  •             Defeito na produção ou secreção de insulina: o pâncreas não produz insulina suficiente para transportar a glicose disponível para dentro das células, seja por destruição das células beta, seja por produção insuficiente diante de uma dieta rica em açúcares e carboidratos.
  •             Resistência insulínica: o organismo produz insulina em quantidade adequada, porém os tecidos periféricos — especialmente o muscular — perdem a sensibilidade ao hormônio, tornando o transporte de glicose ineficaz.

A incapacidade de transporte adequado da glicose para o interior das células desencadeia uma cascata de eventos adaptativos: o organismo passa a obter energia por vias alternativas, como a quebra de ácidos graxos (lipólise) e de proteínas (proteólise), podendo culminar em cetoacidose diabética — condição de risco à vida caracterizada pelo acúmulo de corpos cetônicos no sangue.

 

Tríade Clínica Clássica: Os Três Ps

O metabolismo alterado do paciente diabético não controlado justifica três manifestações clínicas fundamentais, conhecidas como os “três Ps”:

  •             Polifagia: aumento do apetite decorrente da incapacidade celular de utilizar a glicose disponível, gerando um estado de fome contínua mesmo na presença de hiperglicemia.
  •             Polidipsia: sede excessiva associada à disfunção vascular e à tentativa do organismo de equilibrar o ambiente hiperosmolar gerado pelo excesso de glicose.
  •             Poliúria: eliminação aumentada de urina, em parte como mecanismo de excreção renal da glicose em excesso.

Classificação do Diabetes Mellitus

Embora existam diversos subtipos de diabetes mellitus, incluindo formas genéticas raras, três categorias concentram a maior relevância clínica e são as mais frequentemente abordadas em provas e concursos públicos da área de saúde.

 

Diabetes Mellitus Tipo 1 (CID E10)

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune caracterizada pela produção de autoanticorpos que reconhecem as células beta-pancreáticas como antígenos, desencadeando uma resposta inflamatória que resulta na destruição dessas células. A consequência direta é uma deficiência absoluta de insulina — o organismo simplesmente cessa a produção do hormônio.

Responsável por aproximadamente 10% dos casos de diabetes, manifesta-se predominantemente em crianças, adolescentes e jovens adultos. Antigas denominações, como “diabetes juvenil”, “diabetes insípida” ou “diabetes insulino-dependente”, estão em desuso; a nomenclatura atual é simplesmente diabetes tipo 1.

 

Diabetes Mellitus Tipo 2 (CID E11)

O diabetes tipo 2 é a forma mais prevalente da doença, responsável por cerca de 90% dos casos. Resulta da combinação entre resistência insulínica nos tecidos periféricos e deficiência relativa (parcial) na secreção de insulina pelas células beta-pancreáticas, diferentemente do tipo 1, em que a deficiência é absoluta.

Trata-se de uma doença multifatorial, com influência de fatores genéticos e ambientais — especialmente sedentarismo, obesidade e dieta rica em carboidratos refinados. Manifesta-se predominantemente após os 40 anos, embora a mudança nos hábitos alimentares e o aumento da obesidade infantil tenham ampliado o espectro etário de acometimento. Estudos em gêmeos demonstraram que o diabetes tipo 2 apresenta maior concordância genética que o tipo 1, o que indica padrão hereditário mais expressivo.

 

Diabetes Gestacional (CID O24)

O diabetes gestacional é definido pela presença de intolerância à glicose ou deficiência na produção de insulina com início ou detecção durante o período gestacional. Pode ser desencadeado por alterações hormonais inerentes à gestação que prejudicam a sensibilidade à insulina, ou por ingesta calórica excessiva.

Nem todo caso de diabetes gestacional evolui para diabetes tipo 2: muitas pacientes normalizam os níveis glicêmicos após o parto. No entanto, o diagnóstico durante a gestação constitui fator de risco para o desenvolvimento futuro da doença.

 

Implicações no Atendimento Odontológico

O conhecimento aprofundado da fisiopatologia do diabetes mellitus fundamenta decisões clínicas essenciais para o cirurgião-dentista. O estado hiperglicêmico crônico compromete mecanismos de defesa imunológica, dificulta processos cicatriciais e potencializa a susceptibilidade a infecções bucais, especialmente a doença periodontal.

O atendimento seguro ao paciente diabético pressupõe: verificação do controle glicêmico recente (hemoglobina glicada e glicemia de jejum), conhecimento dos medicamentos em uso, avaliação do risco de hipoglicemia intraoperatória e integração com a equipe multiprofissional de saúde. A capacidade de comunicar-se tecnicamente com o médico do paciente — com vocabulário preciso e embasamento clínico — contribui diretamente para a segurança do tratamento e para o posicionamento do profissional de odontologia na equipe de cuidados.

Dietas ricas em sacarose, além de estarem relacionadas ao desenvolvimento de cárie dentária, também são reconhecidas como fator contribuinte para o desenvolvimento do diabetes tipo 2 em adultos, estabelecendo uma interseção direta entre saúde bucal e saúde sistêmica.

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Exemplos de questões que caem nas provas de Concursos de Odontologia

(FEPESE / Chapecó-SC/2022) A classificação do diabetes mellitus (DM) permite o tratamento adequado e a definição de estratégias de rastreamento de comorbidades e complicações crônicas.

Sobre esse tema, é correto afirmar:

(A)   A ocorrência de Cetoacidose diabética ocorre exclusivamente em pessoas acometidas por DM1.

(B)   O DM1 é mais comum em crianças e adolescentes e caracteriza-se por início insidioso e é caracterizado por resistência à insulina.

(C)   No DM tipo 2, a apresentação clínica é abrupta, com propensão à cetose e cetoacidose, com necessidade de insulinoterapia plena desde o diagnóstico ou após curto período.

(D)   O DM2 é o tipo mais comum. Está frequentemente associado à obesidade e ao envelhecimento. Tem início insidioso e é caracterizado por resistência à insulina e deficiência parcial de secreção de insulina pelas células ß pancreáticas, além de alterações na secreção de incretinas.

(E)   O paciente com DM 2 apresenta deficiência grave de insulina devido à destruição das células ß, associada à autoimunidade.

 

Gabarito: D

Alternativa (A) Errada.

A cetoacidose diabética é mais comum no diabetes mellitus tipo 1, porém também pode ocorrer em pacientes com diabetes tipo 2, especialmente em situações de estresse metabólico ou infecções.

 

Alternativa (B) Errada.

O diabetes mellitus tipo 1 é mais frequente em crianças e adolescentes, porém apresenta início geralmente abrupto e está relacionado à destruição autoimune das células β pancreáticas, levando à deficiência de insulina, e não à resistência à insulina.

 

Alternativa (C) Errada.

O diabetes mellitus tipo 2 geralmente apresenta início insidioso, com evolução gradual, e raramente se manifesta com cetoacidose no momento do diagnóstico.

 

Alternativa (D) Certa.

O diabetes mellitus tipo 2 é o tipo mais comum, frequentemente associado à obesidade e ao envelhecimento. Apresenta início insidioso e é caracterizado por resistência à insulina, associada à deficiência relativa na secreção de insulina pelas células β pancreáticas, além de alterações na secreção de incretinas.

 

Alternativa (E) Errada.

A destruição autoimune das células β pancreáticas, causando deficiência grave de insulina, é característica do diabetes mellitus tipo 1, e não do tipo 2.

 

(FCC / TRT-AM/2024) A mãe de paciente com 7 anos de idade, sexo masculino, apresentou um print de notícia publicada na internet sobre o gasto de municípios brasileiros com alimentos processados e ultraprocessados na composição da merenda escolar. Ela relatou preocupações quanto à informação de que os biscoitos estão entre os alimentos mais comprados para os estudantes das escolas públicas no Brasil.

 

A substituição de alimentos in natura ou minimamente processados de origem vegetal, como arroz, feijão, mandioca, legumes, verduras e frutas, por alimentos ultraprocessados, como os biscoitos…

 

I. mantém o equilíbrio na oferta de nutrientes e a ingestão de calorias necessárias aos escolares.

II. apresenta potencial cariogênico e a discussão sobre fatores comuns de risco a doenças sistêmicas e doenças bucais é útil para a promoção de saúde.

III. utiliza a praticidade de alimentos industrializados prontos para o consumo no combate à desnutrição infantil.

IV. está associada ao aumento na incidência de doenças crônicas relacionadas ao consumo excessivo de calorias, como obesidade e diabetes mellitus.

Está correto o que se afirma APENAS em:

 

(A)   I e IV.

(B)   II e III.

(C)   III e IV.

(D)   I e III.

(E)   II e IV.

 

Gabarito: E

Alternativa (A) Errada.

A afirmativa I está incorreta, pois os alimentos ultraprocessados, como biscoitos, geralmente apresentam alto teor de açúcares, gorduras e sódio, não mantendo o equilíbrio adequado de nutrientes para escolares.

 

Alternativa (B) Errada.

A afirmativa II está correta, porém a afirmativa III está incorreta.

 

Alternativa (C) Errada.

A afirmativa IV está correta, porém a afirmativa III está incorreta.

 

Alternativa (D) Errada.

As afirmativas I e III estão incorretas.

 

Alternativa (E) Certa.

A afirmativa II está correta, pois alimentos ultraprocessados possuem potencial cariogênico, especialmente devido ao alto teor de açúcares, sendo importante discutir fatores de risco comuns entre doenças sistêmicas e doenças bucais para promover saúde.

 

A afirmativa IV também está correta, pois o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados está associado ao aumento da incidência de doenças crônicas, como obesidade e diabetes mellitus, devido ao elevado conteúdo calórico e baixa qualidade nutricional.

 

A afirmativa I está incorreta, pois a substituição de alimentos in natura ou minimamente processados por ultraprocessados não mantém o equilíbrio nutricional.

 

A afirmativa III está incorreta, pois, embora sejam práticos, os ultraprocessados não são estratégia adequada para combater a desnutrição infantil, podendo inclusive contribuir para outros problemas de saúde.

 

 

(FEPESE / Lajes-SC/2016) Em relação à tríade clássica dos sinais e sintomas da Diabetes Mellitus, assinale a alternativa correta.

 

(A)       miopia, polidipsia e polifagia

(B)       poliúria, polidipsia e nictúria

(C)       poliúria, polidipsia e polifagia

(D)   poliúria, polidipsia e dificuldade de cicatrização

(E)   poliúria, risco de desenvolver infecções e polifagia

 

Gabarito: C

Alternativa (A) Errada.

Miopia não faz parte da tríade clássica dos sinais e sintomas do diabetes mellitus.

 

Alternativa (B) Errada.

Nictúria ou noctúria refere-se a necessidade de acordar várias vezes durante a noite para urinar pode ocorrer em pacientes diabéticos, porém não faz parte da tríade clássica da doença.

 

Alternativa (C) Certa.

A tríade clássica do diabetes mellitus é composta por poliúria (aumento da frequência urinária), polidipsia (aumento da sede) e polifagia (aumento do apetite), resultantes da hiperglicemia e das alterações metabólicas associadas.

 

Alternativa (D) Errada.

Dificuldade de cicatrização pode ocorrer em pacientes diabéticos, porém não compõe a tríade clássica da doença.

 

Alternativa (E) Errada.

O aumento do risco de infecções pode estar associado ao diabetes, mas também não faz parte da tríade clássica.

 

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(IDECAN / TJ-PI/2022) Os exames de sangue servem como teste complementar para o diagnóstico, sobre o tema, analise as afirmativas a seguir.

 

I. O exame de glicemia é utilizado para medir o nível de glicose no sangue.

II. As Transaminases (ALT e AST) ou TGP e TGO, são exames de sangue realizados para se avaliar o rim, valores elevados indicam lesões em suas células.

III. A Creatinina e ureia, são exames de sangue importantes para avaliar a função do fígado.

IV. O hemograma identifica problemas como anemia, infecções e inflamações através da contagem de três tipos de células.

 

É correto o que se afirma:

 

(A)   nas afirmativas I e II, apenas.

(B)   nas afirmativas II e III, apenas.

(C)   nas afirmativas III e IV, apenas.

(D)   nas afirmativas I e IV, apenas.

(E)   em todas as afirmativas.

 

Gabarito: D

Alternativa (A) Errada.

A afirmativa I está correta, porém a afirmativa II está incorreta.

 

Alternativa (B) Errada

 As afirmativas II e III estão incorretas.

 

Alternativa (C) Errada.

A afirmativa III está incorreta.

 

Alternativa (D) Certa.

A afirmativa I está correta, pois o exame de glicemia é utilizado para medir o nível de glicose no sangue, sendo importante para o diagnóstico e controle do diabetes mellitus.

 

A afirmativa IV também está correta, pois o hemograma avalia alterações como anemia, infecções e inflamações, por meio da análise de três principais componentes celulares do sangue: hemácias, leucócitos e plaquetas.

 

Alternativa (E) Errada.

Nem todas as afirmativas estão corretas.

A afirmativa II está errada, pois as transaminases (ALT/TGP e AST/TGO) são utilizadas principalmente para avaliar o fígado, e não o rim.

A afirmativa III está errada, pois creatinina e ureia são exames utilizados para avaliar a função renal, e não a função hepática.

 

(VUNESP / Poá-SP: Pacientes Especiais/2013) Assinale a alternativa correta quanto aos valores de glicose plasmática (mg/dL) para diagnóstico de Diabetes Mellitus e seus estágios pré-clínicos.

 

(A)   Para estágio de glicemia em jejum, os valores são ≥ 70 ≤ 120 e 2 horas após a ingestão de 75g de glicose são ≤ 200.

(B)   Para estágio de glicemia em jejum, os valores são ≤ 70 ≥ 99 e 2 horas após a ingestão de 75g de glicose são ≥ 140.

(C)   Para estágio de Diabetes Mellitus em jejum, os valores são ≥ 126 e 2 horas após a ingestão de 75g de glicose são ≥ 200.

(D)   Para estágio de Diabetes Mellitus em jejum, os valores são ≥ 70 ≤ 99 e 2 horas após a ingestão de 75g de glicose são ≤ 140.

(E)   Para estágio de Diabetes Mellitus em jejum, os valores são 100 a 125 e 2 horas após a ingestão de 75g de glicose são ≥ 145.

 

Gabarito: C

Alternativa (A) Errada.

Os valores apresentados não correspondem aos critérios diagnósticos de diabetes mellitus, pois glicemia de jejum entre 70 e 120 mg/dL não caracteriza diagnóstico da doença, e o valor após sobrecarga de glicose também está incorreto.

 

Alternativa (B) Errada.

Os valores indicados para glicemia de jejum não correspondem aos critérios diagnósticos aceitos para diabetes mellitus ou seus estágios pré-clínicos.

 

Alternativa (C) Certa.

O diagnóstico de diabetes mellitus pode ser estabelecido quando a glicemia de jejum é ≥ 126 mg/dL ou quando a glicemia 2 horas após ingestão de 75 g de glicose é ≥ 200 mg/dL, conforme critérios diagnósticos utilizados em medicina e odontologia.

 

Alternativa (D) Errada.

Os valores apresentados correspondem, em geral, à glicemia considerada normal, e não ao diagnóstico de diabetes mellitus.

 

Alternativa (E) Errada.

Os valores de 100 a 125 mg/dL em jejum correspondem ao estágio de pré-diabetes (glicemia de jejum alterada), e não ao diagnóstico de diabetes mellitus.

 

(FGV / SES-MT: Periodontia/2024) O diabetes melito é uma condição endócrina com efeito bem caracterizado sobre a gengivite. Com relação ao tema, assinale (V) para a afirmativa verdadeira e (F) para a falsa.

 

( ) Clinicamente, pacientes com diabetes apresentam maior inflamação gengival do que pacientes não-diabéticos que apresentem níveis similares de placa.

( ) O acúmulo dos produtos finais da glicação avançada altera a função de componentes da matriz intercelular, prejudicando a função dos vasos sanguíneos.

( ) O grau de controle glicêmico não interfere na saúde gengival.

As afirmativas são, respectivamente:

 

(A)   V – F – F.

(B)   V – V – F.

(C)   F – F – F.

(D)   V – F – V.

 

Gabarito: B

Alternativa (A) Errada.

A primeira afirmativa é verdadeira, porém a segunda também é verdadeira.

 

Alternativa (B) Certa.

A primeira afirmativa é verdadeira, pois pacientes diabéticos apresentam maior resposta inflamatória gengival, mesmo quando possuem níveis de biofilme semelhantes aos de indivíduos não diabéticos.

 

A segunda afirmativa também é verdadeira, pois o acúmulo de produtos finais da glicação avançada (AGEs) altera componentes da matriz extracelular e compromete a função vascular, contribuindo para alterações periodontais.

 

A terceira afirmativa é falsa, pois o grau de controle glicêmico influencia diretamente a saúde gengival e periodontal, sendo que pacientes com diabetes descompensado apresentam maior inflamação e progressão da doença periodontal.

 

Alternativa (C) Errada.

Nem todas as afirmativas são falsas.

 

Alternativa (D) Errada.

A segunda afirmativa é verdadeira e não falsa.

 

 

(FGV / SEMAD – Manaus-AM: Odontopediatria/2022) Durante a infância, mudanças anatômicas, morfológicas e fisiológicas podem acontecer na cavidade bucal. Por este motivo é fundamental que o odontopediatra tenha o conhecimento aprofundado das principais estruturas periodontais para poder realizar um diagnóstico correto e definir medidas preventivas e terapêuticas, quando necessárias.

Assinale a alternativa que apresenta um fator sistêmico que exacerba a resposta inflamatória ao biofilme dental na criança, podendo ocasionar a gengivite.

 

(A)   Diabetes mellitus tipo I.

(B)   Deficiência de ferro.

(C)   Asma.

(D)   Hemofilia.

(E)   Anemia falciforme.

 

Gabarito: A

Alternativa (A) Certa.

O diabetes mellitus tipo I é um fator sistêmico que pode exacerbar a resposta inflamatória ao biofilme dental, devido a alterações imunológicas e metabólicas, aumentando a suscetibilidade à gengivite e doença periodontal, inclusive em crianças.

 

Alternativa (B) Errada.

A deficiência de ferro pode causar manifestações sistêmicas e mucosas, mas não é considerada um fator clássico que exacerba diretamente a resposta inflamatória ao biofilme dental na gengivite.

 

Alternativa (C) Errada.

A asma é uma doença respiratória crônica e, embora medicamentos utilizados no seu tratamento possam causar algumas alterações bucais, ela não é um fator sistêmico diretamente associado ao aumento da resposta inflamatória gengival ao biofilme.

 

Alternativa (D) Errada.

A hemofilia é um distúrbio de coagulação sanguínea que pode levar a sangramentos mais intensos, porém não aumenta diretamente a resposta inflamatória gengival ao biofilme.

 

Alternativa (E) Errada.

A anemia falciforme provoca alterações hematológicas e sistêmicas, mas não é considerada um fator primário relacionado ao aumento da resposta inflamatória gengival ao biofilme dental.

 

Leia depois o artigo sobre Tumores odontogênicos que está no nosso Blog, clique aqui. 

 

 

(FCC / TRT-AM/2024) C.M.V.T. sexo feminino, 47 anos de idade, procura o serviço de odontologia com a queixa de mau hálito e solicita a avaliação de problemas na gengiva. O exame clínico mostra a cavidade bucal em bom estado geral, com gengivite discreta em papilas da bateria anterior, superior e inferior e ausência de lesões cavitadas de cárie. Tomadas radiográficas mostram boa densidade óssea e ausência de perdas ósseas alveolares. O hálito apresenta odor cetônico. A condição sistêmica associada a estas características odontológicas e

 

(A)   o sifilis.

(B)   o câncer de orofaringe.

(C)   o diabetes mellitus.

(D)   a tuberculose.

(E)   o câncer de pulmão.

 

Gabarito: C

Alternativa (A) Errada.

A sífilis pode apresentar manifestações orais, como úlceras (cancro sifilítico) ou placas mucosas, porém não está associada ao hálito cetônico descrito no caso clínico.

 

Alternativa (B) Errada.

O câncer de orofaringe pode causar halitose devido à necrose tecidual ou infecção secundária, mas não está relacionado especificamente ao odor cetônico.

 

Alternativa (C) Certa.

O diabetes mellitus, especialmente quando descompensado, pode provocar hálito cetônico, característico da cetoacidose diabética, além de predisposição a alterações gengivais e periodontais.

 

Alternativa (D) Errada.

A tuberculose pode apresentar manifestações sistêmicas e, ocasionalmente, lesões orais, mas não está relacionada ao odor cetônico do hálito.

 

Alternativa (E) Errada.

O câncer de pulmão pode provocar alterações respiratórias e halitose em alguns casos, porém não apresenta associação direta com hálito cetônico.

 

 

(VUNESP – Registro-SP/2018) O paciente com diabetes mellitus dependente de insulina apresenta maior probabilidade de desenvolver doença periodontal grave do que a população em geral. Entre as diversas alterações que ele apresenta, podem-se citar:

 

(A)   hipoglicemia intracelular e inibição nas vias do poliol.

(B)   diminuição da secreção de citocinas e redução da função dos neutrófilos.

(C)   diminuição da permeabilidade vascular e redução da produção de ácido láctico.

(D)   diminuição da concentração de sorbitol e frutose, diminuição da fagocitose, diminuição da quimiotaxia e aumento da secreção de citocinas.

(E)   diminuição da quimiotaxia e aumento da secreção de citocinas.

 

Gabarito: E

Alternativa (A) Errada.

No diabetes mellitus ocorre geralmente hiperglicemia intracelular e ativação da via do poliol, com aumento da produção de sorbitol, e não hipoglicemia intracelular nem inibição dessa via metabólica.

 

Alternativa (B) Errada.

Em pacientes diabéticos pode ocorrer redução da função dos neutrófilos, porém geralmente há aumento da produção de citocinas pró-inflamatórias, e não diminuição.

 

Alternativa (C) Errada.

O diabetes está associado a alterações microvasculares, frequentemente com aumento da permeabilidade vascular e alterações metabólicas, não sendo característica a diminuição da produção de ácido láctico.

 

Alternativa (D) Errada.

No diabetes ocorre aumento da concentração de sorbitol e frutose devido à ativação da via do poliol, além de alterações na quimiotaxia e fagocitose. A alternativa apresenta informações incompatíveis com essas alterações.

 

Alternativa (E) Certa.

Em pacientes com diabetes mellitus, observa-se diminuição da quimiotaxia dos neutrófilos, comprometendo a resposta imunológica, além de aumento da secreção de citocinas pró-inflamatórias, fatores que contribuem para maior suscetibilidade e gravidade da doença periodontal.

 

 

(VUNESP / Serrana-SP/2018) Os tecidos periodontais são estruturas bucais afetadas pelo diabetes mellitus. Entre as alterações, é correto afirmar:

 

(A)   alterações bioquímicas: hipoglicemia intracelular e diminuição da concentração do sorbitol e da frutose.

(B)   alterações imunológicas: diminuição da secreção de citocinas e inativação do metabolismo ósseo.

(C)   alterações bioquímicas: aumento da quimiotaxia, diminuição dos mastócitos e aumento da síntese do colágeno.

(D)   alterações imunológicas: aumento da função e número de fibroblastos, além do aumento da migração celular.

(E)   alterações bioquímicas: alterações salivares com estímulo ao crescimento bacteriano e aumento da produção de ácido láctico.

 

Gabarito: E

Alternativa (A) Errada.

No diabetes mellitus ocorre, geralmente, hiperglicemia intracelular e aumento da via do sorbitol, e não diminuição da concentração de sorbitol e frutose.

 

Alternativa (B) Errada.

No diabetes há alterações imunológicas com aumento de mediadores inflamatórios, podendo ocorrer prejuízo da resposta imunológica, mas não necessariamente diminuição da secreção de citocinas nem inativação direta do metabolismo ósseo.

 

Alternativa (C) Errada.

Em pacientes diabéticos ocorre, de modo geral, redução da quimiotaxia e da função dos neutrófilos, além de alterações na síntese e reparação do colágeno, e não aumento dessas funções.

 

Alternativa (D) Errada.

O diabetes está associado a redução da atividade e da função dos fibroblastos, além de prejuízo na cicatrização, e não aumento da função e migração dessas células.

 

Alternativa (E) Certa.

O diabetes mellitus provoca alterações salivares, como redução do fluxo e alterações bioquímicas da saliva, que podem favorecer o crescimento bacteriano e aumentar a produção de ácido láctico, contribuindo para o desenvolvimento de doença periodontal.

 

 

(VUNESP – São Paulo-SP/2014) Em procedimentos de exodontia em pacientes diabéticos:

(A)   deve-se certificar-se do controle da doença de base para se evitar problemas na cicatrização e infecções oportunistas, que podem ser fatais.

(B)   há necessidade de se interromper as drogas utilizadas pelo paciente por 1 semana antes do procedimento.

(C)   deve-se avaliar a situação salivar, pois o excesso de saliva e as condições bioquímicas da flora oral podem ser fatores impeditivos do procedimento.

(D)   avalia-se a flora oral por exames laboratoriais de cultura para certificação da oportunidade do procedimento.

(E)   deve-se realizar procedimentos de imunossupressão para evitar problemas na cicatrização pós-exodontia.

 

Gabarito: A

Alternativa (A) Certa.

Em procedimentos de exodontia em pacientes diabéticos, é fundamental verificar se a doença de base está controlada, pois o descontrole glicêmico pode comprometer o processo de cicatrização e aumentar a suscetibilidade a infecções oportunistas.

 

Alternativa (B) Errada.

Não se deve suspender os medicamentos utilizados pelo paciente, como hipoglicemiantes ou insulina, sem orientação médica. A interrupção pode levar a descompensação glicêmica.

 

Alternativa (C) Errada.

Em pacientes diabéticos, o mais comum é ocorrer xerostomia (redução do fluxo salivar), e não excesso de saliva. Além disso, essa condição não é, isoladamente, fator impeditivo para exodontias.

 

Alternativa (D) Errada.

Exames laboratoriais de cultura da flora oral não são procedimentos rotineiros para determinar a realização de exodontias em pacientes diabéticos.

 

Alternativa (E) Errada.

Procedimentos de imunossupressão não são indicados para pacientes diabéticos submetidos à exodontia. Pelo contrário, a imunossupressão poderia aumentar o risco de infecções.

 

 

(VUNESP / Poá-SP: Pacientes Especiais/2013) Pacientes que possuam diabetes, Tipo I ou Tipo II, possuem características relevantes ao tratamento odontológico ambulatorial. Assinale a alternativa correta.

 

(A)   As infecções dentárias agudas são mais difíceis de ser controladas em pacientes que fazem uso de altas dosagens de insulina.

(B)   Pacientes com diabetes tipo I respondem melhor ao tratamento de infecções dentárias dos que os com diabetes tipo II.

(C)   A epinefrina 1:100.000, presente em anestésicos locais, apresenta efeito farmacológico análogo ao da insulina, promovendo diminuição do nível de glicose.

(D)   Pacientes diabéticos que apresentarem níveis glicosimétricos menores que 70 mg/dL, estão aptos a realizar qualquer procedimento odontológico.

 

Gabarito: A

Alternativa (A) Certa.

Infecções dentárias agudas podem ser mais difíceis de controlar em pacientes diabéticos, especialmente quando há necessidade de altas doses de insulina, o que geralmente indica um quadro de controle metabólico mais complexo ou instável, podendo comprometer a resposta imunológica e o processo de cicatrização.

 

Alternativa (B) Errada.

Não se pode afirmar que pacientes com diabetes tipo I respondem melhor ao tratamento de infecções do que aqueles com diabetes tipo II, pois a resposta depende principalmente do grau de controle glicêmico, e não apenas do tipo de diabetes.

 

Alternativa (C) Errada.

A epinefrina presente em anestésicos locais possui efeito hiperglicemiante, estimulando a liberação de glicose no organismo, sendo portanto oposto ao efeito da insulina, que reduz os níveis de glicose no sangue.

 

Alternativa (D) Errada.

Pacientes com glicemia abaixo de 70 mg/dL apresentam hipoglicemia, condição que contraindica a realização de procedimentos odontológicos até que o nível glicêmico seja normalizado.

 

 

(FCC – TRE-RR/2013) No atendimento de pacientes portadores de diabetes mellitus, o cirurgião-dentista deverá utilizar anestésicos locais que, em sua composição,

 

(A)   apresentam derivados das catecolaminas.

(B)   não apresentam adrenalina ou noradrenalina.

(C)   apresentam derivados atropínicos.

(D)   apresentam glicose em sua composição.

(E)   não apresentam lidocaína ou tetracaína.

 

Gabarito: B

Alternativa (A) Errada.

Os derivados das catecolaminas, como adrenalina e noradrenalina, podem interferir no metabolismo da glicose e devem ser utilizados com cautela em pacientes diabéticos, especialmente quando a doença está descompensada.

 

Alternativa (B) Certa.

No atendimento de pacientes portadores de diabetes mellitus, recomenda-se preferência por anestésicos locais que não apresentem adrenalina ou noradrenalina (catecolaminas), pois esses vasoconstritores podem provocar alterações no controle glicêmico.

 

Alternativa (C) Errada.

Derivados atropínicos não fazem parte da composição dos anestésicos locais utilizados em Odontologia. São utilizados como medicações para doenças cardiovasculares, cólicas ou síndromes do intestino irritável.

 

Alternativa (D) Errada.

Glicose não é componente das soluções anestésicas utilizadas em procedimentos odontológicos.

 

Alternativa (E) Errada.

Lidocaína e tetracaína são anestésicos locais amplamente utilizados e não são contraindicados apenas pelo fato de o paciente ser diabético.

 

 

(FCC – MPE-PB/2015) Atenção: Para responder à próxima questão, considere as informações abaixo.

Paciente com 42 anos de idade, sexo masculino, apresenta diabetes mellitus Tipo 2 e tem indicação para pulpectomia do dente 36. A escolha do anestésico deve recair sobre:

 

(A)   a solução de prilocaína a 3% com felipressina a 0,03 UI/mL, pois este vasoconstritor propicia menores efeitos colaterais relacionados ao controle glicêmico.

(B)   lidocaína a 2% com epinefrina a 1:200.000, pois este vasoconstritor tem indicação diante da possibilidade de hemorragia pulpar.

(C)   mepivacaína a 3%, uma vez que a ausência de vasoconstritor propicia uma metabolização mais apropriada do anestésico, com menor toxicidade.

(D)   articaína a 4% com epinefrina a 1:100.000, uma vez que a condição sistêmica do paciente inspira cuidados.

(E)   bupivacaína a 0,5% com epinefrina a 1:200.000, pois, devido à complexidade do tratamento endodôntico, estima-se a necessidade de anestesia prolongada.

 

Gabarito: E

Alternativa (A) Errada.

A prilocaína a 3% com felipressina pode ser utilizada em algumas situações clínicas, porém não é necessariamente a melhor escolha para procedimentos endodônticos mais complexos, nos quais pode ser necessária uma anestesia de maior duração.

 

Alternativa (B) Errada.

A lidocaína a 2% com epinefrina é amplamente utilizada em Odontologia, porém a justificativa apresentada na alternativa não é a mais adequada para o caso clínico descrito.

 

Alternativa (C) Errada.

A mepivacaína a 3% sem vasoconstritor apresenta menor duração anestésica, podendo não ser suficiente para procedimentos endodônticos mais prolongados, como uma pulpectomia.

 

Alternativa (D) Errada.

 A articaína a 4% com epinefrina pode ser utilizada em diversas situações clínicas, porém não é a opção mais indicada quando se considera a necessidade de anestesia prolongada para o procedimento descrito.

 

Alternativa (E) Certa.

A bupivacaína a 0,5% com epinefrina apresenta maior duração de ação anestésica, sendo indicada em procedimentos odontológicos mais longos, como tratamentos endodônticos complexos, proporcionando anestesia mais prolongada e controle da dor pós-operatória.

 

 

(FCC – TRT 11ª Região/2017) Pacientes com Diabetes Mellitus descompensados não devem ser tratados na rotina odontológica sem avaliação e controle médico. Quando se impõe o atendimento de urgência, os anestésicos indicados são:

 

(A)   Mepivacaína a 2% com norepinefrina + lidocaína a 2% com fenilefrina.

(B)   Lidocaína a 2% + epinefrina e Prilocaína a 3% sem vasoconstritor.

(C)   Mepivacaína a 2% + epinefrina e Prilocaína sem vasoconstritor.

(D)   Prilocaína a 3% com felipressina e Articaína a 4% com epinefrina.

(E)   Prilocaína a 3% + felipressina e mepivacaína a 3% sem vasoconstritor.

 

Gabarito: E

Alternativa (A) Errada.

A mepivacaína com norepinefrina e a lidocaína com fenilefrina contêm vasoconstritores adrenérgicos, que devem ser evitados ou usados com cautela em pacientes diabéticos descompensados, pois podem interferir no controle glicêmico.

 

Alternativa (B) Errada.

A lidocaína associada à epinefrina contém vasoconstritor do grupo das catecolaminas, o que não é a melhor escolha para pacientes diabéticos descompensados em situações de urgência.

 

Alternativa (C) Errada.

A mepivacaína associada à epinefrina também contém vasoconstritor adrenérgico, devendo ser evitada em pacientes com diabetes descompensada.

 

Alternativa (D) Errada.

A articaína com epinefrina apresenta vasoconstritor adrenérgico, o que não é a conduta mais indicada nesses casos.

 

Alternativa (E) Certa.

A prilocaína a 3% com felipressina e a mepivacaína a 3% sem vasoconstritor são opções mais seguras para pacientes diabéticos descompensados, pois evitam o uso de vasoconstritores do grupo das catecolaminas, reduzindo possíveis interferências metabólicas.

 

 

(VUNESP – Cubatão-SP: Estomatologia/2012) A diabetes mellitus é uma enfermidade sistêmica comum nos idosos. São sinais e sintomas da diabetes:

 

I. Polidipsia, poliúria, polifagia, xerostomia e cetoacidose.

II. Alterações na reparação de feridas.

III. Gastroparesia e impotência.

Está correto o contido em:

 

(A)   I, apenas.

(B)   II, apenas.

(C)   III, apenas.

(D)   I e II, apenas.

(E)   I, II e III.

 

Gabarito: E

A afirmativa I está correta, pois polidipsia, poliúria e polifagia compõem a tríade clássica da diabetes mellitus, podendo também ocorrer xerostomia e cetoacidose, especialmente em casos descompensados.

A afirmativa II está correta, pois a diabetes mellitus compromete a reparação tecidual, levando a cicatrização mais lenta de feridas devido a alterações vasculares e imunológicas.

A afirmativa III está correta, pois complicações crônicas da diabetes podem incluir gastroparesia (alteração do esvaziamento gástrico) e impotência sexual, relacionadas principalmente à neuropatia diabética.

 

 

Alternativa (A) Errada.

A afirmativa I está correta, porém as afirmativas II e III também estão corretas.

 

Alternativa (B) Errada.

A afirmativa II está correta, porém as afirmativas I e III também estão corretas.

 

Alternativa (C) Errada.

A afirmativa III está correta, porém as afirmativas I e II também estão corretas.

 

Alternativa (D) Errada.

As afirmativas I e II estão corretas, porém a afirmativa III também está correta.

 

Alternativa (E) Certa.

 

 

(FEPESE – São José-SC/2025) Pacientes idosos diabéticos têm maior predisposição a desenvolver doença periodontal, devido à resposta imune alterada e à microangiopatia associada à doença.

 

  1. A xerostomia é uma queixa comum em idosos diabéticos, podendo contribuir para o aumento da incidência de cárie de raiz.

2. A cicatrização tecidual em diabéticos idosos tende a ser mais lenta, exigindo cuidados pós-operatórios mais rigorosos em procedimentos cirúrgicos.

3. A hipoglicemia é um risco comum em atendimentos odontológicos de idosos diabéticos, especialmente se realizam jejum prolongado antes da consulta.

4. A hipoglicemia é um risco comum em atendimentos odontológicos de pacientes diabéticos, especialmente se realizam jejum prolongado antes da consulta.

 

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

 

(A)   É correta apenas a afirmativa 4.

(B)   São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.

(C)   São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.

(D)   São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.

(E)   São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.

 

Gabarito: E

Alternativa (A) Errada.

A afirmativa 4 está correta, porém as afirmativas 1, 2 e 3 também estão corretas.

 

Alternativa (B) Errada.

As afirmativas 1 e 3 estão corretas, porém as afirmativas 2 e 4 também estão corretas.

 

Alternativa (C) Errada.

As afirmativas 1, 2 e 4 estão corretas, porém a afirmativa 3 também está correta.

 

Alternativa (D) Errada.

As afirmativas 2, 3 e 4 estão corretas, porém a afirmativa 1 também está correta.

 

 

(VUNESP – Valinhos-SP: Plantonista/2019) Paciente de 55 anos relata ser portador de diabetes mellitus tipo II não controlada. Em relação aos aspectos/cuidados odontológicos desse paciente, assinale a alternativa correta.

 

(A)   Diante da necessidade de intervenção clínica para remoção de foco de infecção odontológica, é recomendado o emprego de solução anestésica que contenha vasoconstrictores do grupo das catecolaminas.

(B)   A prescrição de antibióticos deve ser feita nos tratamentos odontológicos que podem provocar bacteremia significativa, sendo que os mais indicados são as penicilinas e, em casos de pacientes alérgicos, a tetraciclina.

(C)   A doença periodontal, a candidíase bucal e a xerostomia são as manifestações bucais mais comuns em pacientes que apresentam a diabetes descompensada.

(D)   O coma hiperglicêmico é a reação adversa mais frequente em pacientes diabéticos que fazem uso de dose exagerada de insulina, sendo os principais sinais e sintomas, fraqueza, palpitações, sudorese, fome, nervosismo, cefaleia, confusão mental e perturbações visuais.

(E)   Alguns anti-inflamatórios não esteroides podem competir com os hipoglicemiantes orais pelos mesmos sítios de ligação com proteínas plasmáticas, deslocando-as e impedindo a ligação destas aos hipoglicemiantes, ocasionando um quadro de hiperglicemia.

 

 

Gabarito: C

Alternativa (A) Errada.

Em pacientes com diabetes mellitus não controlada, deve-se ter cautela com anestésicos contendo vasoconstritores do grupo das catecolaminas, pois podem interferir no controle glicêmico e aumentar a liberação de glicose na corrente sanguínea.

 

Alternativa (B) Errada.

Embora penicilinas sejam frequentemente indicadas, em pacientes alérgicos o antibiótico mais utilizado é a clindamicina ou macrolídeos, e não a tetraciclina, que não é a primeira escolha nesses casos.

 

Alternativa (C) Certa.

Pacientes com diabetes descompensada apresentam maior predisposição a doença periodontal, candidíase bucal e xerostomia, devido às alterações imunológicas, vasculares e à redução do fluxo salivar.

 

Alternativa (D) Errada.

Os sinais descritos — fraqueza, sudorese, fome, palpitações e confusão mental — são característicos de hipoglicemia, geralmente associada ao uso excessivo de insulina, e não de coma hiperglicêmico.

 

Alternativa (E) Errada.

Alguns anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) podem potencializar o efeito dos hipoglicemiantes orais, podendo levar a hipoglicemia, e não a hiperglicemia.

 

(CESPE (2016) / CEBRASPE TRT-8ª Região (PA e AP) – Analista Judiciário – Odontologia

Um homem de cinquenta e seis anos de idade, portador de diabetes melito tipo II, foi atendido em consultório odontológico. O paciente relatou fazer uso de cloridrato de metformina, 500 mg, um comprimido ao dia pela manhã. No exame físico, foi constatada a necessidade de cirurgia pré-protética. No teste de glicemia capilar, quinze minutos antes da intervenção, foi verificada a taxa de 196 mg/dL. A pressão arterial aferida foi normal.

A partir dessa situação hipotética, assinale a opção correta.

 

(A)   Em caso de pacientes diabéticos, o tratamento cirúrgico deve ser realizado, preferencialmente, no período da manhã com controle da pressão arterial antes, durante e após o tratamento.

(B)   Em caso de pacientes diabéticos, a antibioticoterapia deve ser adotada somente nas situações em que houver evidente comprometimento valvular cardíaco, renal ou glicemia acima de 400 mg/dL.

(C)   Em caso de paciente diabético descompensado, com taxa glicêmica capilar acima de 110 mg/dL, deve-se suspender o atendimento cirúrgico e encaminhar o paciente ao médico responsável.

(D)   Em caso de pacientes diabéticos, com taxa glicêmica capilar acima de 400 mg/dL, deve-se aplicar 1 mL de insulina subcutânea e iniciar o tratamento somente após 1 hora.

(E)   Antes do tratamento cirúrgico, deve ser indicada a ampliação da dose do cloridrato de metformina por quarenta e oito horas, dois comprimidos ao dia, para melhor controle glicêmico.

 

Gabarito: A

Alternativa (A) Certa.

Em pacientes diabéticos, os procedimentos odontológicos, especialmente os cirúrgicos, devem ser realizados preferencialmente no período da manhã, quando os níveis de cortisol estão mais elevados e o paciente apresenta maior estabilidade metabólica. Além disso, é recomendado o monitoramento da pressão arterial antes, durante e após o procedimento, garantindo maior segurança clínica.

 

Alternativa (B) Errada.

A antibioticoterapia em pacientes diabéticos não está restrita apenas a casos de comprometimento valvular cardíaco, renal ou glicemia acima de 400 mg/dL. Sua indicação depende do tipo de procedimento, do controle glicêmico e do risco de infecção, não sendo baseada exclusivamente nesses critérios.

 

Alternativa (C) Errada.

Valores de glicemia capilar acima de 110 mg/dL não caracterizam necessariamente descompensação diabética. Procedimentos odontológicos podem ser realizados em pacientes com níveis glicêmicos moderadamente elevados, desde que haja avaliação clínica adequada.

 

Alternativa (D) Errada.

O cirurgião-dentista não deve administrar insulina no consultório para controle imediato da glicemia. Pacientes com glicemia muito elevada devem ser encaminhados para avaliação médica.

 

Alternativa (E) Errada.

A alteração da dose de metformina não deve ser realizada pelo cirurgião-dentista. O ajuste de medicamentos antidiabéticos é responsabilidade do médico assistente.

 

 

(FGV – FUNSAUDE-CE: Odontopediatria/2021) As opções a seguir apresentam condições sistêmicas que podem estar associadas com atraso na erupção dentária, à exceção de uma. Assinale-a.

 

(A)   Hipoparatireoidismo.

(B)   Síndrome de Down.

(C)   Hipopituitarismo.

(D)   Hipotireoidismo.

(E)   Diabetes.

 

Gabarito: E

Alternativa (A) Errada.

O hipoparatireoidismo pode estar associado a alterações no metabolismo do cálcio e do fósforo, podendo provocar atraso na erupção dentária.

 

Alternativa (B) Errada.

A Síndrome de Down frequentemente está associada a atraso na erupção dentária, além de alterações craniofaciais e dentárias.

 

Alternativa (C) Errada.

O hipopituitarismo pode causar atraso no crescimento e desenvolvimento geral do organismo, incluindo atraso na erupção dos dentes.

 

Alternativa (D) Errada.

O hipotireoidismo está relacionado à diminuição da atividade metabólica, podendo provocar retardo no crescimento e atraso na erupção dentária.

 

Alternativa (E) Certa.

O diabetes não é classicamente associado ao atraso na erupção dentária, sendo mais relacionado a alterações periodontais e maior suscetibilidade a infecções.

 

Considerações Finais

O domínio das bases fisiopatológicas do diabetes mellitus — desde os mecanismos de hiperglicemia até a classificação dos principais tipos — é fundamental para o cirurgião-dentista tanto no contexto dos concursos públicos quanto na prática clínica cotidiana. A doença é transversal: afeta praticamente todos os tecidos do organismo, incluindo os tecidos orais, e exige do profissional de odontologia uma visão sistêmica integrada.

Aspectos como complicações agudas e crônicas — incluindo cetoacidose diabética, nefropatia, neuropatia e retinopatia — e o protocolo de prevenção e manejo de urgências em pacientes diabéticos complementam o conhecimento essencial para uma abordagem clínica segura e eficaz. Diabetes é um tema bastante recorrente em questões de Concursos de Odontologia, por isso é muito importante o estudo direcionado.

 

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Escrito por Darcio Kitakawa. Mestre em Biopatologia Bucal pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2003) e Doutorado em Biopatologia Bucal pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2006). Fundador da CD Concursos e Autor do Livro 10.000 Questões para Concursos de Odontologia.

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