Questões comentadas de Odontologia da banca Nosso Rumo

Questões comentadas de Odontologia da banca Nosso Rumo: veja o perfil da prova e como melhorar seu desempenho nos concursos.

Questões comentadas de Odontologia da banca Nosso Rumo

Conhecer o estilo de cobrança dessa banca é, portanto, um diferencial estratégico para o candidato que busca aprovação em certames odontológicos no serviço público. A análise das questões aplicadas pela NOSSO RUMO revela um padrão bastante característico de elaboração. Trata-se de uma banca que privilegia enunciados diretos, objetivos e majoritariamente curtos, sem grande complexidade textual ou pegadinhas de interpretação. As perguntas costumam ir direto ao ponto, apresentando comandos clássicos como "assinale a alternativa correta", "é correto afirmar que" ou "exceto", sem rebuscamentos teóricos ou raciocínios indiretos. Essa simplicidade aparente, no entanto, esconde um grau razoável de profundidade técnica, especialmente nas alternativas, que frequentemente trazem dados numéricos específicos, como milímetros de penetração de agulha, percentuais de superfície dentária afetada, tempos de aplicação de antissépticos e duração de fármacos. Outra marca registrada da banca é a forte presença de questões de legislação do SUS em sua redação literal. A NOSSO RUMO costuma reproduzir trechos da Lei nº 8.080/1990, da Lei nº 8.142/1990 e da Constituição Federal de 1988 quase ipsis litteris, exigindo do candidato memorização precisa do texto legal, e não apenas compreensão dos princípios. O mesmo ocorre com normativas sanitárias, como a RDC nº 36/2013, e com o Código de Ética Odontológica, em que as alternativas erradas são, em geral, deveres éticos invertidos ou trechos modificados sutilmente em relação ao texto original. Nas questões clínicas, a banca demonstra preferência por conteúdos consolidados em livros-texto tradicionais de Odontologia, evitando temas de fronteira ou controvérsias científicas atuais. Os tópicos recorrentes incluem técnicas anestésicas e propriedades dos anestésicos locais, classificação clínica das lesões cariosas, lesões fundamentais da mucosa bucal, fluorose dentária, biossegurança em ambiente clínico e ética profissional. As armadilhas, quando presentes, costumam aparecer em forma de troca de definições entre lesões semelhantes (vesícula versus bolha, pápula versus nódulo) ou em alterações de pequenos detalhes numéricos nas alternativas. Neste artigo, apresentamos uma análise comentada de questões aplicadas pela banca NOSSO RUMO em prova recente para o cargo de dentista, com resolução detalhada de cada alternativa. O objetivo é fornecer ao candidato uma ferramenta de estudo prática e direcionada, capaz de revelar o raciocínio típico da banca, antecipar suas armadilhas mais comuns e consolidar o aprendizado dos conteúdos historicamente cobrados em seus certames odontológicos.

(NOSSO RUMO – Porangaba/SP-2025) No que tange à anestesia da maxila com infiltração local no palato, é correto afirmar que essa técnica:

 

(A) Introduz a agulha no fundo do vestíbulo, em direção ao ápice do dente a ser anestesiado.

(B) É indicada para intervenção em molares superiores e em casos de ineficiência da supraperiosteal, com profundidade de penetração de 16 mm.

(C) Deve ser escolhida para tratamento de mais de dois dentes, quando a supraperiosteal for ineficaz.

(D) É realizada a uma distância de 5 a 10 mm da margem livre da gengiva, introduzindo menos de 5 mm da agulha.

(E) É obtida a um ângulo de 45º em relação à papila incisiva, com introdução de mais de 5 mm da agulha.

 

Gabarito: D

 

Alternativa (A) Errada.

Essa descrição corresponde à técnica supraperiosteal (infiltração vestibular), e não à anestesia palatina.

 

Alternativa (B) Errada.

A técnica palatina não é indicada dessa forma para molares superiores nem envolve profundidade de 16 mm.

 

Alternativa (C) Errada.

A anestesia palatina não é escolhida com base na quantidade de dentes, mas sim na necessidade de anestesiar tecidos palatinos.

 

Alternativa (D) Certa.

A infiltração palatina é realizada a cerca de 5 a 10 mm da margem gengival, com penetração mínima da agulha (menos de 5 mm), devido à pouca espessura dos tecidos nessa região.

 

Alternativa (E) Errada.

A descrição não corresponde à técnica padrão de anestesia palatina e apresenta profundidade excessiva de penetração.

 

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(NOSSO RUMO – Porangaba/SP-2025) Assinale a alternativa que apresenta a descrição correta da fluorose dentária em grau severo.

 

(A) O esmalte começa a apresentar pequenas desordens na translucidez, podendo variar entre pequenos traços esbranquiçados a manchas.

(B) Áreas pequenas e opacas de coloração branca, porosas, dispersas regularmente sobre o dente, envolvendo menos de 25% da superfície dentária vestibular.

(C) O esmalte se encontra muito afetado e a hipoplasia altera o formato do dente em alguns casos.

(D) A opacidade é mais extensa do que a anterior, mas ainda está presente em menos do que 50% da superfície do dente.

(E) A face exterior do dente começa a apresentar um desgaste evidente com manchas marrons, sem alterar a anatomia dental.

 

Gabarito: C

 

Alternativa (A) Errada.

Corresponde a formas muito leves de fluorose, com pequenas alterações de translucidez e manchas discretas.

 

Alternativa (B) Errada.

Refere-se à fluorose leve, com opacidades brancas envolvendo pequena parte da superfície dentária.

 

Alternativa (C) Certa.

Na fluorose severa, o esmalte está intensamente afetado, podendo apresentar hipoplasia, perda de estrutura e até alteração do formato do dente.

 

Alternativa (D) Errada.

Essa descrição corresponde à fluorose moderada, com maior extensão de opacidade, mas ainda sem comprometimento estrutural severo.

 

Alternativa (E) Errada.

Embora mencione manchas marrons, não descreve corretamente a severidade estrutural típica da fluorose grave, que inclui perda de estrutura e alteração morfológica.

 

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(NOSSO RUMO – Porangaba/SP-2025) No que tange às lesões de mucosa bucal, é correto afirmar que a vesícula é uma lesão:

 

(A) Contendo líquido no seu interior, com tamanho igual ou menor do que 3 mm.

(B) Sólida, circunscrita, com tamanho igual ou menor do que 5 mm.

(C) Sólida, pediculada ou séssil, com tamanho igual ou maior do que 5 mm.

(D) Com alteração na coloração normal da mucosa, sem variação na altura do tecido.

(E) Causadora de sulcos ou fissuras no dorso da língua.

 

Gabarito: A

 

Alternativa (A) Certa.

A vesícula é uma lesão elevada caracterizada por conteúdo líquido em seu interior e tamanho pequeno (geralmente até 3 mm). Quando ultrapassa esse tamanho, passa a ser denominada bolha.

 

Alternativa (B) Errada.

Descreve uma lesão sólida e pequena, compatível com pápula, e não vesícula.

 

Alternativa (C) Errada.

Refere-se a lesões sólidas maiores, como nódulos ou tumorações.

 

Alternativa (D) Errada.

Corresponde a uma mácula, que é apenas alteração de cor sem elevação.

 

Alternativa (E) Errada.

Refere-se a a lesões fundamentais classificadas como em depressão, onde há perda de tecido.

 

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(NOSSO RUMO – Porangaba/SP-2025) Assinale a alternativa que apresenta o anestésico local que tem duração de 60 a 90 minutos, sendo metabolizado pelo fígado e pulmão.

 

(A) Lidocaína.

(B) Prilocaína.

(C) Mepivacaína.

(D) Articaína.

(E) Bupivacaína.

 

Gabarito: B

 

Alternativa (A) Errada.

A lidocaína tem duração intermediária, mas é metabolizada principalmente no fígado, não nos pulmões.

 

Alternativa (B) Certa.

A prilocaína apresenta duração de aproximadamente 60 a 90 minutos e possui metabolismo diferenciado, ocorrendo tanto no fígado quanto nos pulmões, o que a distingue das demais amidas.

 

Alternativa (C) Errada.

A mepivacaína também tem duração intermediária, porém é metabolizada predominantemente no fígado.

 

Alternativa (D) Errada.

A articaína é metabolizada principalmente por esterases plasmáticas, além de metabolismo hepático, não sendo característica sua metabolização pulmonar.

 

Alternativa (E) Errada.

A bupivacaína possui longa duração (bem superior a 90 minutos) e é metabolizada no fígado.

 

 

(NOSSO RUMO – Porangaba/SP-2025) Assinale a alternativa que apresenta o modo de aplicação correto do álcool na limpeza do ambiente clínico.

(A) Imersão durante trinta minutos.

(B) Aplicar por 2 a 5 minutos e proceder à limpeza.

(C) Imersão durante dez minutos.

(D) Fricção em três etapas, intercaladas pelo tempo de secagem natural, totalizando 10 minutos.

(E) Aplicar e deixar agir por 15 minutos antes de iniciar a fricção.

 

Gabarito: D

 

Alternativa (A) Errada.

A imersão por 30 minutos não é o método indicado para o uso do álcool na desinfecção de superfícies clínicas.

 

Alternativa (B) Errada.

O álcool não deve apenas ser aplicado e depois limpar; o método correto envolve fricção adequada, não apenas tempo de contato simples.

 

Alternativa (C) Errada.

A imersão por 10 minutos também não corresponde ao protocolo recomendado para uso do álcool em superfícies.

 

Alternativa (D) Certa.

O uso correto do álcool (geralmente a 70%) é por fricção em três etapas, respeitando o tempo de secagem natural entre elas, totalizando cerca de 10 minutos, garantindo melhor ação desinfetante.

 

Alternativa (E) Errada.

O álcool não deve ser apenas aplicado e deixado agir antes da fricção; a ação mecânica da fricção é essencial para a eficácia da desinfecção.

 

 

(NOSSO RUMO – Porangaba/SP-2025) Conforme o Código de Ética Odontológica, constitui infração ética com o paciente:

 

(A) Zelar pela saúde e pela dignidade do paciente.

(B) Manter regularizadas suas obrigações financeiras junto ao Conselho Regional.

(C) Exagerar em diagnóstico, prognóstico ou terapêutica.

(D) Resguardar o sigilo profissional.

(E) Resguardar sempre a privacidade do paciente.

 

Gabarito: C

 

Alternativa (A) Errada.

Zelar pela saúde e dignidade do paciente é um dever ético, não uma infração.

 

Alternativa (B) Errada.

Manter obrigações financeiras junto ao Conselho Regional é uma responsabilidade profissional, mas não se refere diretamente à relação ética com o paciente.

 

Alternativa (C) Certa.

Exagerar em diagnóstico, prognóstico ou terapêutica configura infração ética, pois pode levar a procedimentos desnecessários e prejudicar o paciente.

 

Alternativa (D) Errada.

Resguardar o sigilo profissional é um princípio fundamental ético.

 

Alternativa (E) Errada.

Garantir a privacidade do paciente também é um dever ético, não uma infração.

 

(NOSSO RUMO – Porangaba/SP-2025) Conforme a Resolução RDC nº 36/2013, que institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde, o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) deve adotar os seguintes princípios e diretrizes, exceto:

 

(A) A melhoria contínua dos processos de cuidado e do uso de tecnologias da saúde.

(B) A disseminação sistemática da cultura de segurança.

(C) A promoção de ações para a gestão de risco no serviço de saúde.

(D) A articulação e a integração dos processos de gestão de risco.

(E) A garantia das boas práticas de funcionamento do serviço de saúde.

 

Gabarito: C

 

Alternativa (A) Errada.

A melhoria contínua dos processos de cuidado e do uso de tecnologias é um dos princípios da segurança do paciente.

 

Alternativa (B) Errada.

A disseminação da cultura de segurança é uma diretriz fundamental do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP).

 

Alternativa (C) Certa.

Embora a gestão de risco esteja relacionada à segurança do paciente, a alternativa está incorreta no contexto da questão, pois não corresponde diretamente ao conjunto de princípios e diretrizes explicitamente definidos na RDC nº 36/2013 para o NSP.

 

Alternativa (D) Errada.

A articulação e integração dos processos de gestão de risco fazem parte das diretrizes estabelecidas.

 

Alternativa (E) Errada.

A garantia das boas práticas de funcionamento também está alinhada com os princípios da segurança do paciente.

 

 

(NOSSO RUMO – Porangaba/SP-2025) Conforme a Constituição Federal de 1988, ao Sistema Único de Saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei:

 

(A) Participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos.

(B) Proteger a família, a maternidade, a infância, a adolescência e a velhice.

(C) Amparar as crianças e adolescentes carentes.

(D) Habilitar e reabilitar as pessoas portadoras de deficiência e promover sua integração à vida comunitária.

(E) Garantir um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso sem meios de prover sua própria manutenção ou de tê-la provida por sua família conforme dispuser a lei.

 

Gabarito: A

 

Alternativa (A) Certa.

De acordo com a Constituição Federal de 1988, compete ao Sistema Único de Saúde (SUS) participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos, conforme previsto no art. 200.

 

Alternativa (B) Errada.

Essa é uma atribuição da assistência social, não sendo competência específica do SUS.

 

Alternativa (C) Errada.

Também se refere à assistência social, conforme previsto na Constituição.

 

Alternativa (D) Errada.

Essa função está ligada à política de assistência social e inclusão, não sendo atribuição direta do SUS.

 

Alternativa (E) Errada.

Refere-se ao benefício assistencial (LOAS), garantindo renda mínima, o que não é competência do SUS.

 

A análise de todo o nosso banco de questões da banca NOSSO RUMO, totalizando 569 questões de 18 provas diferentes (desde 2011 a 2025) permite traçar um perfil bastante claro de cobrança, fundamental para o candidato que deseja se preparar de forma estratégica e otimizada. A banca caracteriza-se por elaborar provas tecnicamente honestas, sem enunciados confusos ou interpretativos em excesso, mas que demandam memorização precisa de informações específicas, especialmente em legislação e em temas clínicos com forte componente quantitativo.

Ao longo das questões analisadas do nosso banco de questões, percebe-se que a NOSSO RUMO valoriza três eixos principais de avaliação. O primeiro é o domínio literal da legislação do SUS, em que a leitura repetida do texto da Lei nº 8.080/1990, da Lei nº 8.142/1990 e dos artigos 196 a 200 da Constituição Federal de 1988 mostra-se indispensável. Não basta entender o sistema, é preciso reconhecer as palavras exatas usadas pelo legislador. O segundo eixo é o conhecimento técnico de detalhes clínicos, com perguntas que envolvem dados numéricos precisos, propriedades farmacológicas específicas, tempos de aplicação e características morfológicas de lesões. O terceiro eixo é o domínio das normativas sanitárias e éticas, com destaque para a RDC nº 36/2013 e o Código de Ética Odontológica, geralmente cobrados por meio de questões com comando “exceto” ou em formato de inversão de deveres profissionais.

Outro ponto relevante observado é a recorrência de determinados temas dentro do conteúdo clínico. Anestesiologia, cariologia, estomatologia, odontopediatria e biossegurança aparecem com frequência marcante nas provas da banca, sugerindo que o candidato deve dedicar atenção especial a esses tópicos durante a preparação. As questões raramente fogem do conteúdo programático tradicional da odontologia pública, o que torna a resolução de questões anteriores da própria banca uma estratégia de estudo extremamente eficaz.

Para potencializar os resultados na preparação, recomenda-se que o candidato adote uma rotina de estudos baseada em três pilares complementares. O primeiro é a leitura sistemática e repetida da legislação do SUS em sua redação original, evitando o uso exclusivo de resumos. O segundo é o estudo aprofundado dos temas clínicos clássicos, com atenção especial aos dados numéricos, classificações e propriedades específicas que costumam compor as alternativas. O terceiro é a resolução intensiva de questões comentadas da própria banca, prática que permite internalizar o estilo de cobrança e antecipar as armadilhas características da NOSSO RUMO.

Conhecer profundamente o perfil da banca é, sem dúvida, um dos maiores diferenciais competitivos em concursos públicos. Mais do que estudar conteúdo, o candidato bem preparado estuda também o examinador. A constância nos estudos, somada à resolução comentada de questões e ao domínio literal das normas técnicas e legais, segue sendo o caminho mais seguro para a tão almejada aprovação.

 

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Escrito por Darcio Kitakawa. Mestre em Biopatologia Bucal pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2003) e Doutorado em Biopatologia Bucal pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2006). Fundador da CD Concursos e Autor do Livro 10.000 Questões para Concursos de Odontologia.

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