Endodontia na Cesgranrio: o segredo para gabaritar questões

Cirurgiã-dentista em consultório com radiografia, modelo de dente, materiais de Endodontia e referência à banca Cesgranrio.

Endodontia na Cesgranrio: o segredo para gabaritar questões

O diagnóstico das alterações pulpares e periapicais é um dos temas de Endodontia mais cobrados pela banca Cesgranrio e também um dos que mais derrubam candidatos. A banca apresenta casos clínicos longos, com informações acessórias e redação nem sempre precisa, o que favorece a dúvida entre alternativas parecidas.

O diagnóstico das alterações pulpares e periapicais é um dos temas de Endodontia mais cobrados pela banca Cesgranrio e também um dos que mais derrubam candidatos. A banca apresenta casos clínicos longos, com informações acessórias e redação nem sempre precisa, o que favorece a dúvida entre alternativas parecidas.

A estratégia para acertar não é decorar tabelas de características da dor, mas ler o enunciado como um roteiro: separar o que é essencial do que é distração e interpretar cada teste clínico descrito. Este artigo organiza esse raciocínio e o aplica a nove questões da Cesgranrio (Petrobras, Petrobras Distribuidora e Salvador-BA), com gabarito e comentário.

A lógica vale para qualquer banca, mas foi pensada para a forma como a Cesgranrio escreve suas questões, o que interessa diretamente a quem se prepara para a Transpetro.

Diagnóstico pulpar e periapical na lógica da prova

Toda questão de diagnóstico se resolve com três informações tiradas do enunciado: onde está a dor (polpa ou periápice), se o quadro é agudo ou crônico e como a dor se comporta. O restante, como histórico de tratamento periodontal ou detalhes da restauração, costuma ser informação coadjuvante.

O que cada teste clínico significa na prova

Na clínica, os testes têm exceções. Na prova, a leitura é “preto no branco”:

Achado no enunciadoInterpretação para a provaO que eliminar
Palpação e/ou percussão positivasInflamação no periápice, polpa necrosadaAlternativas com pulpite
Palpação e/ou percussão negativasPolpa vital; a doença está na polpaPeriodontites apicais, pericementites, abscessos, necrose
Teste de sensibilidade ao frio positivo (ou “dói com gelado”)Polpa vivaDoenças de polpa morta
Teste de sensibilidade ao frio negativoPolpa mortaPulpites
Frio alivia a dorPulpite irreversível (única situação em que isso ocorre)Todas as demais
Mobilidade + dor à percussão + sensibilidade negativaAbscesso periapical (dentoalveolar) agudoPulpites e quadros crônicos

 

Palpação e percussão costumam aparecer juntas no enunciado, justamente para reforçar onde está a doença. Ambas também servem para identificar o dente algógeno, que é o que desencadeia a dor; o dente sinálgico é aquele onde a dor é referida.

O teste de vitalidade cobrado é o frio. O calor é pouco explorado: a polpa normal responde ao calor apenas de forma tardia, com estímulo mantido. Relatos indiretos valem como teste: dor ao tomar água gelada ou ao comer doce já indica polpa viva.

A mobilidade sozinha aponta para problema periodontal. Ela só indica abscesso quando vem acompanhada de sinais de necrose, como dor à percussão, sensibilidade negativa, edema e febre.

As três informações do enunciado

  1. Condição da polpa (origem da dor). Polpa viva gera pulpites; polpa morta gera doenças do periápice. Dente com tratamento endodôntico prévio é tratado como polpa morta. Cisto e granuloma não entram aqui: são diagnósticos radiográficos, consequência de doenças periapicais crônicas.
  2. Condição patológica (agudo ou crônico). Agudo dói, geralmente com edema. Crônico é assintomático porque o exsudato tem via de drenagem. A fístula é sinal patognomônico de abscesso crônico. Se o paciente relata dor, risque tudo que for crônico.
  3. Característica da dor. Espontânea ou provocada, contínua ou intermitente, localizada ou difusa. Mais importante do que “se dói” é “como dói”.

As nomenclaturas variam entre bancas: polpa viva também aparece como vital, vitalizada ou biopulpectomia; polpa morta, como mortificação pulpar, necrose pulpar ou necropulpectomia. Periodontite apical e pericementite são sinônimos.

Doenças da polpa viva: as pulpites

A polpa pode responder a uma agressão com degeneração ou com inflamação. Os processos degenerativos (nódulos pulpares, calcificação difusa, atresia de câmara e canais) praticamente não são cobrados. O foco é a inflamação.

O fator etiológico mais comum da inflamação pulpar é o biológico, ou seja, as bactérias da lesão cariosa. Os demais são físicos (trauma, calor da broca, variação barométrica), químicos (materiais restauradores) e sistêmicos.

Em vez de decorar a tabela de cada doença, vale entender a evolução:

Pulpite reversível (hiperemia)

Inflamação inicial com vasodilatação, como o rosto que fica vermelho e sensível após um tapa e volta ao normal. Dor provocada, de curta duração, localizada, que cessa com a remoção do estímulo. Tratamento conservador, sem endodontia.

Pulpite irreversível (congestão vascular)

Com a injúria mantida, as arteríolas dilatadas ocupam o forame e comprometem a circulação de retorno: o sangue entra e não sai. Dor espontânea, contínua, difusa, pulsátil, exacerbada pelo calor, que piora ao deitar e não cede bem com analgésico. Em alguns casos o frio alivia. Tratamento endodôntico. Como referência didática, a polpa nesse estágio tende a necrosar em cerca de 72 horas, o que explica o paciente que “melhora sozinho” alguns dias depois.

Pulpite transitória

Fase de transição entre as duas, com sintomas misturados. Praticamente não é cobrada em provas de concursos, porque não permite enunciado sem margem para recurso.

Pulpites crônicas (ulcerativa e hiperplásica)

Assintomáticas, típicas de pacientes jovens com rizogênese incompleta: o ápice aberto garante drenagem. A cárie avança até expor a polpa (ulcerativa); com o tempo, o tecido exposto prolifera e forma o pólipo pulpar (hiperplásica ou proliferativa). Paciente jovem com ápice aberto no enunciado é forte indício de pulpite crônica. Também aparecem como “pulpite irreversível assintomática”.

Regra prática para a prova: só é reversível a dor provocada que para sozinha ao remover o estímulo. Se o paciente precisa de analgésico, a tendência é irreversível.

Doenças do periápice

Com a polpa necrosada, a inflamação se instala no ligamento periodontal apical, onde está a principal comunicação entre endodonto e periodonto.

Periodontite apical crônica

Dente necrosado sem dor. É a doença endodôntica mais comum na população e pode evoluir com reabsorção óssea e lesão periapical visível.

Periodontite apical aguda

Dor ao toque e sensação de dente crescido. Tem duas origens, com tratamentos opostos:

Infecciosa (secundária)

Bactérias do canal, polpa necrosada, sensibilidade negativa. Tratamento endodôntico.

Traumática (primária)

Trauma de oclusão, polpa vital, sensibilidade positiva. É a única condição de polpa viva com manifestação periapical. Tratamento conservador: ajuste oclusal e anti-inflamatório.

Abscesso periapical (dentoalveolar) agudo

A diferença para a periodontite aguda é o pus. Na fase em evolução, dor intensa, pulsátil e difusa, extrema sensibilidade ao toque, edema, febre e mobilidade. Exige necrose: abscesso em dente vital indica origem periodontal. Tratamento endodôntico.

Abscesso periapical crônico

Quando o pus encontra via de drenagem (fístula), o quadro cronifica e deixa de doer.

O flare-up é a agudização com dor e edema após intervenção endodôntica, geralmente pela manipulação inadequada do canal em um dente com necrose assintomática.

Lesões endodôntico-periodontais

O diagnóstico diferencial entre origem endodôntica e periodontal é o teste de vitalidade. As lesões combinadas se classificam em endodôntica primária, periodontal primária e endo-pério verdadeira, quando as duas doenças coexistem sem que uma tenha causado a outra. Em todas, tratam-se as duas, primeiro a endodontia e depois a periodontia.

Resumo das doenças

DoençaPolpaQuadroDorTratamento
Pulpite reversívelVivaAgudoProvocada, curta, localizada, cessa com o estímuloConservador
Pulpite irreversívelVivaAgudoEspontânea, contínua, difusa, piora com calorEndodontia
Pulpite crônica (ulcerativa/hiperplásica)VivaCrônicoAusenteEndodontia
Periodontite apical aguda traumáticaVivaAgudoAo toque, dente crescidoAjuste oclusal + anti-inflamatório
Periodontite apical aguda infecciosaNecrosadaAgudoAo toque, dente crescidoEndodontia
Periodontite apical crônicaNecrosadaCrônicoAusenteEndodontia
Abscesso periapical agudoNecrosadaAgudoIntensa, pulsátil, com edema e febreEndodontia (com drenagem)
Abscesso periapical crônicoNecrosadaCrônicoAusente; fístula presenteEndodontia

 

Duas dicas de outros temas surgiram na mesma aula: na anatomia, canal em forma de C (C-shape) aponta para o segundo molar inferior; no retratamento, o clorofórmio é o solvente de guta-percha de maior poder de dissolução, embora seja mais irritante que eucaliptol e óleo de laranja.

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Questões comentadas

As nove questões abaixo foram resolvidas com o roteiro do tópico anterior. A alternativa correta está em negrito.

Questão 1 — Cesgranrio, Petrobras (2011)

Paciente se apresentou com dor na região do elemento 26 e relatou dor de curta duração, provocada pela ingestão de alimentos gelados, que cessava ao ser removido o estímulo. A paciente relatou, também, ter recebido tratamento periodontal, com raspagem em campo aberto, nesta área. Radiograficamente, não foi observada lesão periapical. Nessa situação, o diagnóstico e o tratamento são, respectivamente,

(A) Pulpite irreversível – Intervenção endodôntica

(B) Pulpite reversível – Tratamento conservador

(C) Sensibilidade dentinária – Intervenção endodôntica imediata

(D) Contato prematuro – Ajuste oclusal

(E) Abscesso periapical – Intervenção endodôntica

Gabarito: B. Dor com gelado indica polpa viva, o que elimina de imediato o abscesso. Dor provocada, de curta duração e que cessa com a remoção do estímulo descreve a pulpite reversível, cujo tratamento é conservador. A sensibilidade dentinária até seria plausível, mas “intervenção endodôntica imediata” não combina com ela. Contato prematuro gera dor ao toque e sensação de dente crescido, não dor ao frio. A raspagem periodontal e a ausência de lesão periapical são informações coadjuvantes.

Questão 2 — Cesgranrio, Petrobras (2010)

Paciente se apresenta para uma consulta de emergência, relatando dor à mastigação no elemento 16, recentemente restaurado. Ao exame clínico, o dente envolvido apresenta uma restauração de amálgama classe II, extrusão, mobilidade grau 1 e dor à percussão, sem profundidade à sondagem. O teste térmico mostra vitalidade pulpar. Ao exame radiográfico, constatou-se que a profundidade da restauração era rasa, sem radiolucidez periapical. Qual é o diagnóstico?

(A) Pulpite reversível.

(B) Pulpite irreversível.

(C) Pericementite.

(D) Pericoronarite.

(E) Trauma oclusal secundário.

Gabarito oficial: E. Dor à mastigação e à percussão, extrusão e restauração recente apontam para inflamação periapical por contato prematuro; a vitalidade confirma a origem traumática. As pulpites saem porque a dor está no periápice. A questão é discutível: o diagnóstico mais preciso seria pericementite (periodontite apical) traumática, e “pericementite” sem especificação também é defensável em recurso. Na hora da prova, porém, a opção esperada pela banca é o trauma oclusal.

Questão 3 — Cesgranrio, Petrobras (2010)

A correta interpretação da reação da polpa dentária frente às variações térmicas constitui um importante fator diagnóstico. Sobre a aplicação do teste térmico, considere as afirmativas abaixo.

I. A polpa normal responde com dor tardia à aplicação de calor e dor aguda, rápida, localizada, que passa logo após a remoção do estímulo de frio.

II. A polpa com pulpite reversível responde com dor tardia à aplicação de calor e dor aguda, rápida, localizada, que tende a desaparecer com a manutenção do estímulo de frio.

III. A polpa com pulpite irreversível sintomática responde com exacerbação da dor à aplicação de calor e remissão da dor com estímulo de frio.

É correto o que se afirma em

(A) III, apenas.

(B) I e II, apenas.

(C) I e III, apenas.

(D) II e III, apenas.

(E) I, II e III.

Gabarito: C. A afirmativa I descreve a resposta normal. A II está errada: na pulpite reversível a dor desaparece com a remoção do estímulo, não com sua manutenção. A III é aceita pela banca, embora o frio alivie a dor apenas em alguns casos. “Sintomática” equivale a aguda; “pulpite irreversível assintomática” corresponde às pulpites crônicas.

Questão 4 — Cesgranrio, Petrobras (2010)

Quais são os estímulos que podem acelerar o processo de envelhecimento pulpar?

(A) Cárie, trauma e doença periodontal.

(B) Cárie, preparos cavitários e tratamentos endodônticos.

(C) Diabetes mellitus, contatos prematuros e preparos cavitários.

(D) Reabsorção externa, hanseníase e doença periodontal.

(E) Trauma, doença de Paget e cárie.

Gabarito: A. O envelhecimento pulpar é acelerado por fatores locais de agressão: cárie, trauma (incluindo movimentação ortodôntica inadequada) e doença periodontal. Tratamento endodôntico remove a polpa, não a envelhece. Doenças sistêmicas, como diabetes, hanseníase e Paget, não entram aqui; fatores sistêmicos são citados para a inflamação pulpar, não para o envelhecimento.

Questão 5 — Cesgranrio, Petrobras (2008)

Segundo S. Cohen, no retratamento endodôntico, a remoção da guta-percha para se obter acesso à área apical, através de solventes, é obtida mais facilmente com

(A) xilitol.

(B) EDTA.

(C) halotano.

(D) clorofórmio.

(E) formocresol.

Gabarito: D. Os solventes de guta-percha usados no retratamento são eucaliptol, xilol, óleo de laranja e clorofórmio, sendo este o de maior poder de dissolução. Xilitol é adoçante, EDTA remove smear layer, e halotano e formocresol não são usados para essa finalidade. Atenção à pergunta: se a banca pedir o menos irritante, a resposta muda.

Questão 6 — Cesgranrio, Petrobras Distribuidora (2010)

Paciente apresentou-se ao auditor para liberação de tratamento endodôntico no elemento 24. O paciente se queixava de dor provocada por pressão ou percussão, sensação de “dente aumentado” e mobilidade discreta. Ao exame clínico, o dente apresentava restauração oclusal, ainda sem aprovação final, em resina fotopolimerizável e presença de cálculo supragengival nas faces mesial e lingual. Radiograficamente, não foi possível detectar alterações ósseas. Qual o procedimento que o auditor deve adotar?

(A) Encaminhar o paciente para que se realize o acesso à câmara pulpar, imediatamente.

(B) Liberar o paciente para o tratamento endodôntico.

(C) Solicitar exame radiográfico completo para avaliar possíveis patologias.

(D) Retornar o paciente para o clínico, solicitando diagnóstico diferencial de pericementite.

(E) Retornar o paciente para o clínico para remover a restauração do 24 e fazer pulpotomia prévia ao tratamento endodôntico.

Gabarito: D. Dor à pressão e sensação de dente crescido indicam periodontite apical aguda, mas o enunciado não diz se a polpa está viva ou morta. Se for traumática (restauração recente, possível contato prematuro), o tratamento é ajuste oclusal; se for infecciosa, endodontia. Sem o teste de vitalidade, não há como definir a conduta, e a radiografia não faz essa distinção. A mobilidade discreta não sugere abscesso, que cursa com mobilidade acentuada.

Questão 7 — Cesgranrio, Petrobras Distribuidora (2010)

Paciente do sexo feminino, com mais de 40 anos, em tratamento endodôntico do elemento 23, apresenta-se com dor aguda e tumefação. Qual o provável diagnóstico?

(A) Flare-up.

(B) Pericementite.

(C) Abscesso periodontal.

(D) Pulpite reversível.

(E) Sinusite.

Gabarito: A. Dor aguda com tumefação durante o tratamento endodôntico é a agudização causada pela manipulação do canal: o flare-up. Pericementite não cursa com edema; abscesso periodontal e sinusite não se relacionam ao tratamento em curso; e não existe pulpite em dente já em tratamento endodôntico.

Questão 8 — Cesgranrio, Salvador-BA (2011)

Um paciente apresenta-se para consulta de emergência relatando dor aguda transitória no dente 46, após a aplicação de líquidos quentes ou gelados. A suspensão desses estímulos resulta em alívio imediato. Clinicamente, é possível verificar cavitação na região mesial do dente e presença de sangramento à sondagem na papila, entre o 46 e o 45. Diante do relato, qual é o diagnóstico?

(A) Calcificação pulpar

(B) Necrose pulpar

(C) Periodontite apical sintomática

(D) Pulpite irreversível

(E) Pulpite reversível

Gabarito: E. Dor provocada por estímulo térmico que cessa imediatamente com sua remoção é pulpite reversível. “Transitória”, aqui, significa passageira, e não pulpite transitória. A cárie mesial e o sangramento papilar são coadjuvantes.

Questão 9 — Cesgranrio, Petrobras (2006)

A forma geométrica que representa corretamente o contorno da cavidade de acesso de um incisivo lateral superior é a:

(A) triangular.

(B) circular.

(C) ovoide.

(D) retangular.

(E) trapezoidal.

Gabarito oficial: C. Há divergência com a literatura. As obras clássicas usadas como referência em concursos (Cohen, Lopes e Siqueira, Leonardo) descrevem o acesso do incisivo lateral superior como triangular, com base voltada para incisal, o que tornaria a alternativa A defensável em recurso. Para a prova, convém conhecer as duas posições.

Conclusão

Nas questões de diagnóstico da Cesgranrio, o acerto vem de interpretar o enunciado, não de decorar tabelas. Antes de olhar as alternativas, responda a três perguntas: a polpa está viva ou morta, o quadro é agudo ou crônico e como é a dor. Em seguida, elimine o que contradiz cada resposta.

Os pontos que mais aparecem nas provas:

• Palpação e percussão positivas indicam periápice e polpa morta; negativas, polpa viva.

• Dor com frio indica polpa viva; frio que alivia a dor é pulpite irreversível.

• Dor e edema indicam quadro agudo; fístula indica abscesso crônico.

• Pulpite reversível: dor provocada que cessa com a remoção do estímulo, tratamento conservador.

• Paciente jovem com ápice aberto sugere pulpite crônica.

• Sensação de dente crescido com polpa vital é periodontite apical traumática, tratada com ajuste oclusal.

• Abscesso periapical exige necrose; em dente vital, a origem é periodontal.

• Dor e edema durante o tratamento endodôntico caracterizam flare-up.

A banca escreve de forma pouco precisa e, em alguns casos, com gabaritos discutíveis, como nas questões 2 e 9. Diante da dúvida, a orientação é escolher a alternativa mais coerente com o raciocínio clínico e conhecer os argumentos de recurso.

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Escrito por Darcio Kitakawa. Mestre em Biopatologia Bucal pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2003) e Doutorado em Biopatologia Bucal pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2006). Fundador da CD Concursos e Autor do Livro 10.000 Questões para Concursos de Odontologia.

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