Traumatismo dos tecidos de suporte: classificação, condutas e estratégias de estudo para concursos de odontologia

Traumatismo dos tecidos de suporte

Traumatismo dos tecidos de suporte: classificação, condutas e estratégias de estudo para concursos de odontologia

Os traumatismos dentários estão entre as urgências que podem aparecer no consultório odontológico e compreendem desde fraturas em esmalte até lesões que comprometem o ligamento periodontal e o osso alveolar. Dentro desse espectro, os traumatismos dos tecidos de suporte — que incluem as concussões, subluxações e luxações — merecem atenção especial por serem comuns em crianças e adolescentes e por exigirem condutas imediatas para preservar os dentes. Para quem estuda para concursos de odontologia, especialmente aqueles organizados por bancas como Avança SP, IBAM SP, Vunesp, Instituto Consulplan, Instituto Mais (banca que está fazendo o Concurso de Jarinu-SP), Fepese (banca escolhida para realizar o Concurso de São José-SC), dominar a classificação, etiologia, diagnóstico e tratamento dessas lesões é fundamental. Este artigo apresenta uma revisão completa sobre o tema, baseando se em fontes atualizadas, e oferece orientações para direcionar o estudo de candidatos.

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Epidemiologia e importância para concursos

Os traumatismos dentários podem ocorrer em qualquer idade, mas estudos mostram maior incidência em determinadas faixas etárias. Segundo material educativo da Conquist Odontologia, o trauma é mais frequente em crianças de 1 a 3 anos, quando ocorrem as primeiras quedas, e volta a ter picos entre 7 e 12 anos e entre 16 e 20 anos devido à prática de esportes de contato, sendo mais comum no sexo masculino. As principais causas são quedas e colisões acidentais, maus‑tratos, atividades esportivas e fatores como estresse e déficit de atenção. Alterações bucais, como overjet acentuado e protusão maxilar, também aumentam o risco. Essa epidemiologia explica por que perguntas sobre traumatismos dentários aparecem com frequência nas provas: além de ser um tema relevante na prática clínica, envolve conhecimento de diagnóstico, prevenção e intervenção em saúde pública.

 

Conceito e diferenças entre lesões de tecidos duros e de suporte

É importante diferenciar as lesões que acometem os tecidos duros (esmalte, dentina e polpa) daquelas que afetam os tecidos de suporte (ligamento periodontal, osso alveolar e gengiva). Fraturas coronárias e radiculares são exemplos de traumas de tecidos duros e envolvem perdas de estrutura dentária; já as lesões de suporte, embora não promovam fratura do dente, podem comprometer sua estabilidade e a vitalidade pulpar. O reconhecimento desses tipos orienta o tratamento: fraturas exigem restabelecimento da coroa e, muitas vezes, podem indicar terapia endodôntica; lesões de suporte requerem manejo conservador, reposicionamento e contenção. Entender essa diferença é essencial para responder perguntas que exploram definição de concussão, subluxação e luxações nos concursos.

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Classificação das lesões aos tecidos de suporte

As principais lesões periodontais relacionadas ao trauma incluem concussão, subluxação, luxação extrusiva, luxação lateral, luxação intrusiva e avulsão. A classificação a seguir, extraída de materiais educativos de odontologia, é frequentemente cobrada em provas.

  • Concussão: lesão em que os tecidos de suporte sofrem um impacto sem deslocamento ou perda do dente. A concussão pode causar sensibilidade à percussão, mas não apresenta mobilidade. O Codental define concussão como “lesão de tecidos de suporte sem perda ou deslocamento do elemento dental”.
  • Subluxação: caracteriza‑se por lesão dos tecidos de suporte com presença de sangramento gengival e leve mobilidade, sem deslocamento significativo. A mesma fonte descreve subluxação como lesão de tecidos de suporte com hemorragia gengival.
  • DDD (Dica Do Dárcio): a diferença entre Concussão e Subluxação é o assunto mais cobrado na maior parte das bancas que fazem provas para Concursos de Odontologia.
  • Luxação extrusiva: ocorre quando o dente é parcialmente deslocado no sentido axial, ficando alongado e com sangramento, mas ainda permanece no alvéolo. A mobilidade é acentuada e a contenção imediata é necessária.
  • Luxação lateral: deslocamento irregular do dente para o lado, podendo estar associado a fratura ou esmagamento do osso alveolar. Essa lesão exige reposicionamento manual e imobilização.
  • Luxação intrusiva: ocorre quando o dente é empurrado para dentro do alvéolo, deixando a coroa encurtada; há risco de lesão do germe do dente permanente nas crianças. Por ser o tipo de luxação mais grave, o tratamento varia conforme a idade e o estágio de desenvolvimento radicular.
  • Avulsão: consiste na completa saída do dente da cavidade bucal, deixando o alvéolo vazio ou preenchido por coágulo. É uma emergência em que o reimplante imediato e o armazenamento adequado do dente são cruciais.
  • DDD 2 (Dica Do Dárcio 2): o material de armazenamento dos dentes após a avulsão é o Segundo tema mais cobrado em relação aos traumas de tecido de suporte.

Outra publicação descreve concussão e subluxação como injúrias decorrentes de traumas frontais que resultam em hemorragia, edema e discreta mobilidade dentária, e ressalta que luxações extrusivas e laterais levam o dente quase por completo para fora do alvéolo, enquanto a luxação intrusiva empurra o dente para dentro e a avulsão remove totalmente o elemento dentário. Memorizar essas definições e associá‑las com as manifestações clínicas é essencial para interpretar casos clínicos e responder perguntas classificatórias.

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Diagnóstico e sinais clínicos

O diagnóstico das lesões de suporte depende de uma avaliação clínica minuciosa e de exames complementares. De acordo com a Conquist Odontologia, o diagnóstico e planejamento do tratamento em crianças e adolescentes exige avaliação detalhada dos tecidos envolvidos — dentes, mucosa gengival e periodontal — e exame radiográfico para avaliar a extensão do acometimento. Anamnese criteriosa, com descrição do acidente e tempo decorrido, é essencial para determinar o prognóstico. Os sinais clínicos variam conforme a lesão: concussão provoca sensibilidade à percussão sem mobilidade; subluxação apresenta leve mobilidade e sangramento; luxações extrusivas e laterais revelam deslocamento perceptível do dente; luxação intrusiva torna a coroa encurtada; e a avulsão leva ao vazio do alvéolo. O exame radiográfico mostra o deslocamento do ligamento periodontal, fraturas do osso alveolar ou intrusão. A palpação e a percussão vertical e horizontal ajudam a diferenciar concussão de luxações. Essa abordagem diagnóstica é frequentemente explorada em provas de odontopediatria e traumatologia, exigindo do candidato conhecimento das técnicas e da interpretação de radiografias.

 

Condutas e tratamento

O manejo adequado após o trauma é determinante para o prognóstico do dente e da saúde bucal do paciente. As condutas variam conforme o tipo de lesão e a idade do paciente.

 

Concussão

Em geral, a concussão requer apenas monitoramento. Recomenda‑se dieta de alimentos macios por 7 dias, higiene adequada e acompanhamento clínico e radiográfico. Normalmente não há necessidade de contenção. O paciente deve evitar morder alimentos duros e retornar para reavaliação em duas a quatro semanas. Nos concursos, é comum que as alternativas erradas incluam tratamentos invasivos para concussão; por isso, memorize que a abordagem é conservadora.

Subluxação

Subluxação implica hemorragia gengival e mobilidade discreta. O tratamento envolve higiene com escova de cerdas macias e solução de clorexidina, dieta de alimentos moles e, se necessário, contenção semirrígida por duas semanas. Analgesia e anti‑inflamatórios podem ser prescritos. A IADT recomenda acompanhamento clínico e radiográfico em 2 semanas, 4 semanas e 6 meses para verificar a vitalidade pulpar. Em provas, o candidato deve saber que, diferentemente da concussão, a subluxação pode exigir contenção.

 

Luxação extrusiva e luxação lateral

Essas luxações provocam deslocamento do dente para fora ou para o lado. O tratamento imediato consiste em reposicionar delicadamente o dente na sua posição original sob anestesia local e aplicar contenção semirrígida por duas a quatro semanas. Em dentes permanentes com ápice incompleto, a viabilidade pulpar é maior e pode haver reparo; em dentes com ápice fechado, é frequente a necessidade de tratamento endodôntico devido à necrose. O candidato deve compreender a importância do tempo: quanto mais rápido o reposicionamento, maior a chance de recuperação. Questões podem perguntar sobre o período de contenção ou sobre o momento em que se inicia o tratamento endodôntico.

 

Luxação intrusiva

A intrusão é a forma mais grave de luxação e pode causar danos ao germe do dente permanente em crianças. Em dentes decíduos, recomenda‑se geralmente não reposicionar, aguardando a reerupção espontânea, desde que não haja risco para o dente sucessor. Em dentes permanentes com ápice incompleto, pode‑se aguardar a reerupção espontânea ou realizar tração ortodôntica. Em dentes com ápice fechado, muitas vezes é necessário reposicionamento cirúrgico ou ortodôntico e tratamento endodôntico precoce para evitar reabsorção. O aluno deve ter em mente essas condutas diferenciadas nas provas discursivas.

 

Avulsão

A avulsão exige ação imediata. O dente avulsionado deve ser reimplantado o mais rápido possível. Caso não seja possível, deve ser armazenado em meio fisiológico como leite, soro fisiológico ou solução salina e encaminhado ao dentista para reimplante e contenção. O tempo extraoral seco não deve ultrapassar 60 minutos. Após o reimplante, aplica‑se contenção semirrígida por duas semanas e prescrevem‑se antibióticos e vacina antitetânica se necessário. Segue‑se um protocolo de canal para dentes com ápice fechado em 7 a 10 dias. Provas costumam avaliar o conhecimento do meio de armazenamento e do tempo ideal de reimplante.

Meios para armazenamento dos dentes avulsionados:

  • Leite;
  • HBSS (solução balanceada de Hanks);
  • Saliva (pedir para o paciente cuspir em um copo);
  • Soro fisiológico

 

Complicações e prognóstico

As complicações dos traumatismos de suporte incluem necrose pulpar, reabsorção radicular, anquilose, alteração de cor e perda do dente. Em dentes decíduos, uma complicação importante é a lesão do germe do dente permanente; a literatura ressalta que traumas nos dentes de leite podem provocar má formação do sucessor, impedimento de erupção e alteração de forma e posição. Além disso, pode haver sequelas psicológicas e funcionais, como baixa autoestima e dificuldade de convívio social. O prognóstico depende do tipo de lesão, do tempo de intervenção e da maturidade do dente. Questões discursivas podem solicitar discussão sobre complicações e fatores que influenciam o prognóstico.

 

Prevenção e educação

Prevenir traumatismos é uma abordagem eficaz em saúde pública. O uso de protetores bucais em esportes de contato, a correção de maloclusões e hábitos bucais prejudiciais, a orientação aos pais sobre cuidados com crianças pequenas e a educação sobre primeiros socorros em casos de trauma são medidas fundamentais. Programas educativos que ressaltam a importância da prevenção e do atendimento imediato ajudam a reduzir a incidência e a gravidade dos traumas. Em concursos, esse tema pode aparecer em perguntas sobre políticas de saúde bucal e prevenção em odontopediatria.

 

Como o tema é cobrado nas provas de concursos de odontologia

As bancas examinadoras exploram o conhecimento sobre traumatismos dos tecidos de suporte de diversas maneiras. Questões de múltipla escolha frequentemente apresentam casos clínicos resumidos, com descrição da idade do paciente, sintomas e posicionamento do dente, e perguntam qual tipo de lesão está presente ou qual é a conduta indicada. Por exemplo, um enunciado pode relatar um adolescente que sofreu impacto frontal, apresenta mobilidade dentária discreta e sangramento gengival e indagar se trata de subluxação ou concussão. Outras perguntas podem solicitar que o candidato associe cada tipo de luxação ao tratamento correspondente ou identifique a melhor forma de armazenar um dente avulsionado. Além disso, as bancas costumam cobrar meios de armazenagem dos dentes após avulsão, pedindo ao candidato que indique a faixa etária mais acometida ou as causas mais comuns de trauma. Estar atento às referências bibliográficas mencionadas nos editais — como as diretrizes da Associação Internacional de Traumatologia Dentária (IADT) — e resolver provas anteriores ajuda a perceber o nível de detalhe exigido.

 

Estratégias de estudo

Para otimizar o estudo desse tema, recomenda‑se as seguintes estratégias:

  1. Dominar a classificação. Memorize a definição de cada lesão (concussão, subluxação, luxações extrusiva, lateral, intrusiva e avulsão) e associe‑a às manifestações clínicas. Utilize quadros comparativos ou flashcards para fixar conceitos.
  2. Estudar a etiologia e epidemiologia. Saiba quais idades são mais acometidas, as causas principais e os fatores predisponentes. Essa informação é frequentemente solicitada em questões teóricas【58612485389765†L35-L50】.
  3. Aprender as condutas. Decore o manejo indicado para cada lesão conforme as recomendações da IADT. Atente para diferenças entre dentes permanentes e decíduos, bem como para o estágio de desenvolvimento radicular. Questões dissertativas podem solicitar a elaboração de plano de tratamento.
  4. Revisar complicações. Esteja preparado para discutir consequências como necrose, reabsorção e anquilose e como elas são prevenidas ou tratadas. Lembre‑se de que traumas em dentes de leite podem prejudicar os permanentes.
  5. Resolver questões de provas anteriores. Praticar com exercícios das bancas Avança SP, Vunesp, Consulplan, Instituto Mais, Fepese permitirá identificar padrões de cobrança e calibrar o nível de detalhe exigido.
  6. Utilizar recursos multimídia. Videoaulas, resumos em PDF e simulados ajudam a visualizar os casos clínicos e reforçam a memória auditiva e visual. A aula “Traumatismo dos tecidos de suporte” do Método CD, por exemplo, analisa caso a caso e indica dicas de memorização, complementando o estudo teórico.

Conclusão

O traumatismo dos tecidos de suporte é um tema recorrente em provas de concursos de odontologia porque combina relevância clínica, abrangência epidemiológica e necessidade de condutas específicas. Compreender as diferenças entre concussão, subluxação e luxações, reconhecer os fatores de risco e dominar o diagnóstico e o tratamento são passos essenciais para o sucesso em avaliações. Fontes como o Codental e a Conquist Odontologia destacam que concussão e subluxação são lesões de suporte sem deslocamento completo, enquanto luxações extrusivas, laterais, intrusivas e avulsões envolvem deslocamentos mais graves. Saber que as faixas etárias mais acometidas incluem crianças pequenas e adolescentes, bem como as principais causas e fatores predisponentes, permite ao candidato contextualizar o problema. Por fim, aplicar corretamente as condutas recomendadas, respeitando os prazos para contenção e reimplante, demonstra domínio prático da traumatologia. Com estudo direcionado, revisão constante e treinamento com questões, você estará #semprepronto e #semprepronta para enfrentar as provas de concursos de odontologia e atuar com excelência na prática clínica.

Escrito por Darcio Kitakawa. Mestre em Biopatologia Bucal pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2003) e Doutorado em Biopatologia Bucal pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2006). Fundador da CD Concursos e Autor do Livro 10.000 Questões para Concursos de Odontologia.

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