Prótese Parcial Removível em Concursos de Odonto

Prótese Parcial Removível em Concursos de Odonto: entenda pontos-chave que mais caem e como acertar essas questões.

Prótese Parcial Removível em Concursos de Odonto

A Prótese Parcial Removível (PPR) permanece como um dos pilares reabilitadores da Odontologia, apesar do avanço crescente das próteses fixas e implantes osseointegrados. Dentro dos concursos públicos para cirurgiões-dentistas, especialmente em bancas como Vunesp, Cebraspe (CESPE), Avança SP e SESC-SP, a PPR ocupa lugar de destaque entre os temas mais cobrados da especialidade prótese. Isso se deve não apenas ao seu valor clínico, mas também à complexidade biomecânica que envolve seu correto planejamento.O domínio da PPR exige compreensão profunda de seus componentes, da biomecânica dos apoios, grampos, conectores e da classificação das áreas desdentadas — especialmente a Classificação de Kennedy e as Regras de Applegate. Sem esses fundamentos, tanto o planejamento clínico quanto a resolução de questões de concurso tornam-se inviáveis. Este artigo, baseado no conteúdo de provas anteriores de diversas bancas de concursos de Odontologia do Brasil, organiza os principais conceitos de forma didática e integrada, oferecendo uma visão completa sobre o tema para que você direcione os seus estudos, estudando certo para acelerar a sua aprovação.

Fundamentos da Prótese Parcial Removível

A PPR é indicada quando o paciente apresenta áreas desdentadas que não podem ser reabilitadas de maneira fixa por ausência de pilares adequados, limitações financeiras dos pacientes ou contraindicações aos implantes. Pode ser dento-suportada, muco-dento suportada ou muco-suportada, dependendo da extensão das áreas edêntulas.

A PPR dento-suportada é biomecanicamente mais favorável, enquanto as próteses com extremidades livres — as classes I e II de Kennedy — apresentam uma dinâmica mais complexa, por envolverem apoio em tecido resiliente na região posterior. Nestes casos, o controle das forças de alavanca é crucial.

 

Elementos Constituintes da PPR e Suas Funções

Para que uma PPR funcione adequadamente, cada componente deve cumprir corretamente seu papel dentro do conjunto protético. A seguir, os principais elementos são detalhados conforme a abordagem da aula transcrita.

 

Grampos (Retentores Diretos)

Os grampos são dispositivos fundamentais para oferecer retenção, estabilidade e reciprocidade. Os principais tipos são:

a) Grampos Circunferenciais (Ação de corpo)

São os mais indicados para dentes posteriores. Possuem:

  • braço de retenção,
  • braço de oposição (ou reciprocidade),
  • apoio,
  • corpo do grampo.

 

Características importantes:

  • O braço retentivo é o único segmento flexível.
  • Ele deve ultrapassar o equador protético e alcançar a área de retenção de 0,25 mm.
  • Os 2/3 iniciais são rígidos; apenas o terminal é flexível.

 

b) Grampos de Ação de Ponta (tipo T, I, Y, L, W)

Também chamados de grampos tipo RPI/RPA, são muito utilizados em dentes anteriores ou pré-molares.

Funções:

  • Evitar sobrecarga de dentes frágeis.
  • Minimizar o impacto visual (melhor estética).
  • Trabalhar por “engajamento” em área retentiva localizada abaixo do equador.

 

Apoios (Rest Seats)

Apoio é sinônimo de fixação ou suporte, conceito frequentemente cobrado em concursos.

Funções principais:

  • Evitar que a prótese afunde em direção gengival.
  • Transmitir forças axialmente.
  • Estabilizar o conjunto durante a mastigação.
  • Manter relação oclusal em dentes inclinados (macroapoio).

Tipos de apoios:

  • Apoio oclusal (molares e pré-molares)
  • Apoio em cíngulo (dentes anteriores)
  • Apoio em incisais (pouco utilizado atualmente)

O preparo deve ser feito exclusivamente em esmalte, com brocas tronco-cônicas invertidas. Caso atinja dentina, deve-se restaurar e refazer o preparo.

 

Conectores Maiores

Os conectores maiores unem todos os componentes da PPR e devem ser rígidos, bilaterais e eficientes na transmissão das forças mastigatórias.

a) Conectores da Maxila

  1. Barra Palatina Dupla
    • Indicação universal
    • Maior rigidez e conforto
  2. Barra Palatina Anterior (ferradura / U)
    • Menos rígida
    • Indicada quando há tórus palatino posterior
  3. Recobrimento Parcial Anterior
  4. Recobrimento Parcial Médio
  5. Placa Palatina Total
    • Indicada quando há poucos dentes
    • Fornece retenção indireta adicional

b) Conectores da Mandíbula

  1. Barra Lingual
    • Indicação universal
    • Necessita 7 mm de altura entre gengiva marginal e assoalho bucal
  2. Linguoplate
    • Indicado quando há mobilidade de incisivos
    • Atua como ferulização
  3. Barra Sublingual
    • Para pacientes com rebordo muito baixo
  4. Barra Vestibular
    • Rara, usada somente quando há lingualização severa dos dentes anteriores

Selas Protéticas

As selas são as estruturas responsáveis por suportar os dentes artificiais e entrar em contato íntimo com o rebordo edêntulo.

Importante na prova da armação:

Durante a prova da armação metálica, deve existir alívio de 1 mm entre a sela metálica e a mucosa, verificado com fio dental. Esse espaço será ocupado posteriormente pela resina acrílica.

 

Delineamento e Planejamento: Papel Fundamental do Cirurgião-Dentista

O delineador — também chamado de paralelômetro — é o instrumento que determina a trajetória de inserção da PPR, localização das áreas retentivas e preparo dos planos guia. Grande parte dos cirurgiões dentistas não faz esta parte, delegando para os técnicos de prótese

Funções do delineador:

  • Identificar:
    • equador protético
    • áreas retentivas
    • superfícies paralelas
    • zonas que requerem desgastes seletivos
  • Auxiliar na escolha do tipo de grampo
  • Determinar posicionamento dos conectores menores
  • Planejar selas e apoios

Ponto crucial:

O planejamento da PPR é atribuição exclusiva do cirurgião-dentista e nunca do técnico em prótese dentária.


Isso inclui:

  • localização dos apoios
  • tipo de grampo
  • extensão das selas
  • tipo de conector maior

Essa afirmação aparece repetidamente em provas.

 

Classificação de Kennedy e Regras de Applegate

A classificação mais utilizada para PPR é a de Kennedy, complementada pelas Regras de Applegate. Provavelmente é o assunto mais cobrado nas questões de Concursos de Odontologia dentro da especialidade de prótese.

 

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Classes de Kennedy

  1. Classe I: áreas desdentadas posteriores bilaterais (extremidade livre).
  2. Classe II: área desdentada posterior unilateral.
  3. Classe III: espaço intercalado posterior ou anterior com dentes em ambos os lados.
  4. Classe IV: área desdentada anterior que cruza a linha média.

 

Regras de Applegate

As principais são:

  1. As áreas posteriores determinam a classificação.
  2. As demais áreas são chamadas modificações.
  3. A extensão (número de dentes perdidos) não importa; importa o número de áreas.
  4. Classe IV não aceita modificações.
  5. Terceiros molares só são considerados se presentes e funcionais.

Exemplos:

  • Uma área intercalada posterior + outra área posterior = Classe III Modificação 1.
  • Ausência de 11 e 21: Classe III (não cruza a linha média).
  • Ausência de 11, 21, 12 e 22: Classe IV (cruza a linha média).

 

Biomecânica da PPR em Extremidade Livre

Muito cobrada em concursos.

Nas classes I e II, existe tendência de rotação da prótese em torno do apoio mais próximo da área edêntula.

Para controlar esse movimento, utiliza-se:

  • retentores indiretos
  • apoio mesial em pré-molares
  • sistemas RPI (apoio mesial; placa proximal; grampo de ação de ponta)

O objetivo é reduzir forças torcionais excessivas que possam prejudicar o dente pilar.

 

Importância do Planejamento Correto para o Sucesso Clínico

A PPR não é simplesmente “uma prótese com grampo”. Ela é um conjunto sistemático de princípios biomecânicos que, quando aplicados corretamente, gera:

  • saúde periodontal dos dentes pilares
  • melhor função mastigatória
  • longevidade da prótese
  • conforto ao paciente
  • estética satisfatória

Um planejamento inadequado gera:

  • soltura frequente
  • mobilidade dos dentes pilares
  • fraturas de grampo
  • dor e feridas na mucosa
  • falha total da prótese

Daí a grande importância do domínio técnico do dentista.

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Exemplos de questões que caem nas provas de Concursos de Odontologia

(SESC – SP – Franca/2024) Planejamento PPR classe II modificação 1.

Classificação de Kennedy e desenho.

Prótese Parcial Removível em Concursos de Odonto

 

  • Classificação de Kennedy: Classe II, mod. 1
  • RD: 33,43 e 47.
  • RI: 43
  • 33: Grampo ação de Ponta em T com placa distal e apoio em cíngulo
  • 43: Grampo ação de ponta em I com placa distal e apoio em cíngulo
  • 47: Ackers com apoio mesial

 

SESC-SP – Birigui-SP/2025) De a classificação e faça o desenho:

protese-parcial-removivel-questao.png

  • Classificação de Kennedy: Classe III
  • RD: 17, 13
  • RI: não tem, mas para dar simetria, 24,26,27.
  • Grampo e localização dos apoios e placas próximas:
  • Conector maior: Recobrimento parcial médio

Conclusão

A Prótese Parcial Removível permanece como uma ferramenta indispensável na reabilitação oral, especialmente em sistemas públicos de saúde e em cenários em que opções mais complexas não são viáveis. O conteúdo do arquivo fornecido mostra que o ensino da PPR exige atualização, compreensão biomecânica e atenção rigorosa aos detalhes, tanto para aplicação clínica quanto para concursos públicos.

Dominar conceitos como grampos, conectores, apoios, planos guia, equador protético, classificação de Kennedy e as Regras de Applegate garante não apenas um planejamento seguro e previsível, mas também uma vantagem expressiva em provas concorridas.

A PPR, quando corretamente planejada e executada, é uma solução eficiente, estável e duradoura, representando um dos pilares mais importantes da prótese odontológica.

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Escrito por Darcio Kitakawa. Mestre em Biopatologia Bucal pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2003) e Doutorado em Biopatologia Bucal pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2006). Fundador da CD Concursos e Autor do Livro 10.000 Questões para Concursos de Odontologia.

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